Empresário é preso suspeito de torturar e atear fogo em morador de rua na Serra

Está na cadeia o suspeito de ter ateado fogo em um morador de rua, no bairro Valparaíso, na Serra, no dia 30 de janeiro. O empresário Jean Carlos Teixeira, 36 anos, foi preso, na tarde desta quinta-feira (09), escondido na casa de parentes, em Campo Grande, Cariacica.

A 3ª Vara Criminal da Serra decretou a prisão temporária de 30 dias do suspeito depois que o empresário foi reconhecido pelas vítimas. Segundo o titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) da Serra, Josafá da Silva, Jean Carlos nega a participação no crime e diz que estava em casa, com a esposa, na hora em que André Pereira da Silva foi incendiado.

De acordo com Josafá, uma segunda vítima, amigo do morador de rua e que também foi agredido, reconheceu o empresário como autor do crime. “Apresentamos uma foto do suspeito às duas vítimas e eles reconheceram o Jean Carlos na hora, sem a menor dúvida”, ressaltou o delegado.

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Josafá contou que chegou ao suspeito depois de uma investigação detalhada e que a motivação do crime seria porque Jean Carlos, que é proprietário de duas empresas de vigilância, desconfiou que André e outro morador de rua tivessem arrombado e furtado materiais de um comércio do qual ele é responsável pela segurança.

“Os dois contaram que estavam na rua quando o acusado e um outro homem chegaram e os jogaram dentro do carro. Quando pararam no local do crime eles foram torturados e espancados para que confessassem o furto”, informou o delegado.

Uma das vítimas conseguiu escapar e se escondeu no mato, ele viu o momento em que Jean Carlos ateou fogo no amigo. O empresário foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana, onde deve permanecer até o final das investigações. Ele vai ser indiciado por tentativa de homicídio e tortura. A polícia agora procura pistas do outro homem acusado de participação no crime.

Na delegacia, o pai do acusado, José Carlos Teixeira, 60 anos, disse que o filho é trabalhador e inocente. “Meu filho não cometeu crime nenhum, ele foi envolvido nessa história. Acredito que algum funcionário dele tenha feito isso e denunciado meu filho como criminoso”.