Vereadores de Águia Branca, ES, reduzem os próprios salários

42183284Vereadores da cidade de Águia Branca, município do Noroeste do Espírito Santo, reduziram o próprio salário. Agora, ao invés de receberem R$ 1800, eles vão ganhar R$ 782. A medida foi tomada para conter gastos, e foi aprovada pelos moradores.
Mesmo com o salário reduzido, o trabalho continuará sendo o mesmo, e por isso as duas sessões feitas mensalmente continuarão ocorrendo.
“Não é por causa do reajuste salarial que teve na Câmara que os vereadores deixarão de comparecer”, disse o presidente da Casa, Amarildo Franskoviask.

Não se sabe ainda se será possível retornar com os salários no futuro, mas para os vereadores, isso não foi encarado com preocupação, já que todos trabalham como produtores rurais.

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“A gente não entra na política para sobreviver dela. A gente tem uma vida particular, somos produtores rurais. Trabalhamos com pecuária, com café, e aquele salário é um compromisso que a gente fez com a população, mas que não dá para sobreviver com ele não”, falou o vereador Marcos de Jesus.

Crise
Outra decisão tomada para enfrentar a crise foi o corte de regalias, como carro, cota combustível e até mesmo celular. Além disso, nenhum dos nove vereadores possui auxiliares comissionados. Assim, na Câmara só trabalham pessoas concursadas.

Sem assessores, os próprios vereadores se encarregam de ir ao departamento jurídico para saber como precisam proceder para fazer pedidos.

“Quando eles têm algum requerimento para fazer, como indicação ao prefeito, ofício para deputado, eles todos recorrem à assessoria jurídica, e eu faço para eles”, contou o procurador da Câmara, Janderson de Almeida.

População
Boa parte dos moradores de Águia Branca estão apoiando a decisão tomada pelos parlamentares. “A crise está pegando para todo mundo, então eu acho que é justo”, refletiu o taxista, Antônio Malagutti.

“Eu sei que tem a questão de ajudar o município, então um salário mínimo é viável”, disse a dona de casa Ediane Manzoli.

Mas alguns também acham o novo salário muito baixo. “É muito pouco um salário mínimo, não dá quase para nada”, falou a comerciante Nilza de Souza.