Vereador e mais três pessoas são presos por fraude em Aracruz

O vereador de Aracruz Gil Furieri (PMDB) – que foi novamente afastado do cargo nesta quarta-feira (14) – está entre os presos de uma operação policial realizada na manhã desta quinta-feira (15) na cidade. A filha dele, Cíntia Furieri, e outras duas pessoas também foram presas.

A acusação contra o grupo é de fraude na contratação de uma empresa que presta serviços de informática à Câmara de Aracruz. O contrato, que ainda está em vigor, foi firmado quando Furieri era presidente da Casa. A suspeita é de favorecimento à empresa, que seria de propriedade de Cíntia.

A empresa é a Speed TI – Consultoria, Desenvolvimento e Treinamento em sistema de informática LTDA. Já o processo licitatório é de nº. 93/2009 e tinha por objetos a prestação de serviços de manutenção, configuração e instalação de redes de computadores, manutenção e instalação de servidores, hospedagem dos sistemas web e atualização do website.

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Além de Furieri e da filha dele, os outros dois presos nesta quinta-feira  são a servidora responsável pelo setor de licitações da Câmara, Renata Tavares, e o sobrinho do atual prefeito da cidade Ademar Devens, Marcio Devens. As mulheres foram levadas para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Aracruz e os homens para o CDP de Colatina. Uma pessoa, contra a qual também há um mandado de prisão, está foragida.



Em entrevista à imprensa o delegado titular da Delegacia de Aracruz, Leandro Barbosa, disse que a concorrência para a contratação “era um certame de faz-de-conta. O que existiu na verdade foi a dispensa de licitação”.

Manda e desmanda

Barbosa contou ainda que Furieri é um político influente em Aracruz. “Ele é tido como a pessoa que manda na cidade. Sua ostentação de dinheiro e poder é algo notório”.

Outros contratos firmados pela Câmara da cidade também são alvo de investigação. Uma equipe da operação esteve na Casa à procura de documentos.