Testemunhas ouvidas no júri do “Crime da Ilha”

As testemunhas de acusação no processo que julga os acusados – os irmãos Cristiano dos Santos Rodrigues e Renato dos Santos Rodrigues – de matar a empresária Cláudia Soneghete Donati e empregada doméstica Mauricéia Rodrigues Donato começaram a ser ouvidas nesta terça-feira (08) no primeiro dia de julgamento, que ocorre no  Tribunal do Júri da Comarca de Vitória.

O julgamento, que tem a presidência do juiz Marcelo Soares Cunha,  começou às 8h30, no Salão do Júri do Fórum Criminal de Vitória, na Cidade Alta. A previsão de término é para quinta-feira (10). Na quarta-feira (09), serão ouvidos os dois réus.

O acusado de ser o mandante do crime é o empresário e prefeito de Conceição da Barra, Jorge Duffles Andrade Donati, que está preso pela acusação de ser também mandante de mais dois assassinatos. Cristiano (foto) alega ter sido contratado por Donati (foto) para matar Cláudia. Mauricéia acabou sendo assassinada como queima de arquivo por ter visto o assassinato da patroa, dentro da mansão do casal, na Ilha do Frade.

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Pelo crime, cometido no dia 15 de janeiro de 2003, na Ilha do Frade, foram pronunciados (024.03.001235-5) pela Justiça o empresário Jorge Donati, Cristiano e Renato. Entretanto, depois do pronunciamento, Jorge Donati foi eleito prefeito em 2008 e, com isso, adquiriu direito a foro privilegiado, passando seu processo (024.09.916848-6), desmembrado, para a alçada do Tribunal de Justiça. Enquanto for prefeito, Donati só poderá ser julgado pelo Pleno do TJES. Ele somente será submetido a júri popular se perder o mandato de prefeito.

O processo do prefeito, com 16 volumes, tinha como relator o desembargador Alemer Ferraz Moulin, que se aposentou e, atualmente, a relatora é a desembargadora convocada Eliana Junqueira Munhós Ferreira. Jorge Donati é acusado de mandar matar a mulher Cláudia Sonegheti. Ela e a empregada doméstica do casal foram espancadas, assassinadas por asfixia e tiveram seus corpos parcialmente carbonizados, na mansão do casal na Ilha do Frade, por isso o ficou conhecido como “Crime da Ilha”.