Simpatizante da Al Qaeda é preso por planejar ataque a bomba em Nova York

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou neste domingo (20) a detenção de um homem “simpatizante” da rede Al Qaeda que planejava atentar na cidade, no que representa a 14ª vez na qual as autoridades desmantelam um complô para atentados na cidade desde o 11 de setembro de 2001.

O detido, de 27 anos, que foi identificado como José Pimentel, foi preso este sábado (19) pela polícia e já foram apresentadas acusações contra ele por dois delitos: conspiração para fabricar uma bomba com fins terroristas e posse de armas para cometer um atentado.

Bloomberg detalhou em entrevista coletiva, acompanhado pelo chefe da polícia de Nova York, Ray Kelly, e pelo promotor de Manhattan, Cyrus Vance, que Pimentel é um “lobo solitário” que aprendeu a fabricar bombas em uma revista da Al Qaeda na internet, “ressentido” pela presença de tropas dos Estados Unidos no Iraque e Afeganistão.

Aparentemente, segundo pôde determinar a polícia, o detido tinha no ponto de mira funcionários do governo, pessoal militar de reserva e políticos eleitos, e estava em processo de fabricar bombas para atacar patrulhas da polícia e escritórios dos correios da cidade.


Segundo o prefeito, Pimentel é cidadão americano de origem dominicana de 27 anos, que recentemente se converteu ao Islã e que já tinha expressado a seus conhecidos sua intenção de mudar seu nome por Osama Hussein “em honra a seus dois ídolos”, o ex-líder da Al Qaeda Osama bin Laden e o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.

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As autoridades revelaram também que o acusado, que morou a maior parte de sua vida no bairro de Washington Heights, no norte da ilha de Manhattan, se inspirou para fabricar artefatos explosivos em artigo da revista “Inspired” da Al Qaeda intitulado “Como fabricar bombas na cozinha de sua casa”.

Bloomberg acrescentou que com o desmantelamento deste complô, que exemplifica o tipo de “ameaça” que o FBI vem alertando há anos, já são 14 as vezes que tentaram fazer atentados na cidade desde que vários aviões suicidas pilotados por terroristas da Al Qaeda derrubaram as Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2001.

Por sua vez, o chefe da Polícia de Nova York, Ray Kelly, detalhou na mesma entrevista coletiva que seu departamento estava atrás de Pimentel há dois anos após descobrir que ele era um fanático seguidor do clérigo radical Anwar al Awlaki, morto em setembro passado em um ataque aéreo americano no Iêmen.

Enquanto isso, o promotor de Manhattan, Cyrus Vance, confirmou à imprensa que seu escritório apresentou as acusações contra José Pimentel.

A última vez que Nova York esteve sob a sombra da uma ameaça terrorista foi no início de setembro passado, alguns dias antes da comemoração do décimo aniversário dos atentados do 11S.

A cidade se blindou então sob extremas medidas de segurança para comemorar o décimo aniversário dos atentados, após receber o que as autoridades qualificaram como uma “ameaça crível, mas não confirmada”.

A última vez que os terroristas tentaram semear o terror em Nova York foi em maio de 2010, quando um homem colocou um carro-bomba na praça de Times Square, que finalmente não chegou a explodir.