Servidores têm ponto cortado e ocupam sede da Prefeitura

Salário não está entre as reivindicações. Eles querem pagamento por insalubridade, melhores condições de trabalho e fim dos desvios de função

Em greve desde o dia sete de outubro, assistentes de educação infantil de Vitória ocupam a sede da Prefeitura da cidade em protesto pelo corte do ponto dos trabalhadores realizado pelo Executivo municipal. A categoria promete não suspender a greve.

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Os servidores atuam como auxiliares nos Centros de Educação Infantil. Diferente de outros movimentos grevistas, a pauta salarial não está entre as reivindicações dos trabalhadores. Eles querem insalubridade, melhores condições de trabalho nos centros de Educação e fim dos desvios de função.

“Queremos a insalubridade, porque lidamos com a higienização das crianças. Além disso, também estamos indignados com o assédio moral e desvios de função. Quando um professor falta, somos obrigados a assumir o lugar dele. Nós somos assistentes, não professores”, disse a vice-presidente do sindicato dos Servidores Municipais de Vitória, Waleska Timóteo da Silva.

Na última quarta-feira, os servidores foram comunicados do corte dos pontos de nove dias de trabalho. Segundo eles, não houve negociação por parte da prefeitura. Cerca de 100 trabalhadores se concentram na Prefeitura e dizem que, mesmo com os cortes, não vão suspender a greve. De acordo com Waleska, dos cerca de quinhentos assistentes em educação do município, trezentos aderiram à greve.

Os servidores reclamam ainda do tratamento diferenciado por parte do Executivo. “Os professores ficaram em greve por 50 dias e não tiveram os pontos cortados. Nós tivemos os pontos cortados com nove dias de greve”, disse Waleska.

A Prefeitura de Vitória, até o início da noite desta segunda-feira, não se manifestou sobre as reivindicações dos trabalhadores.