Rio Doce pede socorro

RIO-DOCERepresentantes do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce), representantes da Agência Nacional de Águas (ANA) e Câmara Técnica de Gestão de Eventos Críticos se reuniram no dia 29/08/2015 em Regência (Linhares) em reunião extraordinária para analisar a situação caótica em que se encontra o Rio Doce.

Foram discutidos o acompanhamento da estiagem na bacia do Rio Doce em 2015, a situação da região da foz do Rio Doce e outros assuntos. Os representantes também farão uma visita técnica à foz do Rio Doce.

FOZ DO RIO DOCE

A baixa incidência de chuvas provocou alterações drásticas em Regência-ES, na região conhecida como “boca da barra”, onde o surgimento de vários bancos de areia impossibilitou o encontro das águas do rio com o mar.

FOZ DO RIO DOCE

O representante da Câmara Técnica de Gestão de Eventos Críticos (CTGEC) do CBH-Doce, ambientalista Henrique Lobo, explicou que esse fenômeno pode ocorrer em razão de dois fatores. “Em primeiro lugar, podemos trabalhar com a hipótese de ser uma questão natural, provocada pela maré, que está realmente baixa; outra possibilidade está ligada à ação do ser humano”, observou. Atualmente, de acordo com ele, a bacia que se estende ao longo de 83,5 mil km² conta com aproximadamente 4% de floresta natural e 80% das pastagens estão degradadas. Lobo lembrou ainda que, em 1960, o rio possuía três metros de profundidade média, hoje reduzida a 90 cm. “O assoreamento, associado a fenômenos naturais, levou ao fechamento da foz do rio Doce”, apontou. Lucinha Teixeira, presidente do CTGEC, disse que a situação deve ser acompanhada de perto pelos órgãos gestores e também pelo Comitê.

O SUICÍDIO REMUNERANDO O LUCRO E O PODER

Ao longo de décadas, a exploração econômica criminosa que se deu às margens do Rio Doce e de seus afluentes, inclusive nas florestas ciliares, acabaram com as nascentes e assorearam os leitos de rios e córregos, debilitando e até acabando com importantes fontes de alimentação hídrica do Rio Doce.

O pior é que tudo isso se deu à vista de todos, mas com os olhos fechados dos governantes numa associação criminosa visando o lucro econômico e o poder. De um lado, empresas e pessoas físicas buscando lucro fácil em toda a bacia do Rio Doce e de outro lado os governantes fingindo não ver, e participando ativamente de toda atividade criminosa, porque naquelas empresas e pessoas físicas que matavam o Rio Doce, estava a fonte de vida do poder político.

RIO-DOCE-COLATINA

O principal formador do Rio Doce é o rio Piranga, cuja nascente localiza-se naSerra da Mantiqueira, no município de Ressaquinha, Minas Gerais. No município de Rio Doce, ao receber as águas do rio do Carmo, o rio Piranga passa a se chamar rio Doce. Com um total de 853 km de percurso, o rio Doce tem sua foz no Oceano Atlântico na localidade da Vila de Regência, pertencente ao município deLinhares, no Espírito Santo.

A bacia hidrográfica do rio Doce, pertencente à região hidrográfica do Atlântico Sudeste, apresenta uma significativa extensão territorial, cerca de 83.400 km², dos quais 86% pertencem ao Estado de Minas Gerais e o restante ao Estado do Espírito Santo. Dos 228 municípios total ou parcialmente incluídos na bacia, 26 localizam-se no Espírito Santo e 202 em Minas Gerais nas mesorregiões do Vale do Rio Doce, norte da Zona da Mata e sudeste da Metropolitana de Belo Horizonte. As principais cidades da bacia em Minas Gerais são Ipatingae Governador Valadares e, no Espírito Santo, Colatina e Linhares. A população total residente na bacia é da ordem de 3,2 milhões de habitantes.

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HISTÓRIA

O Rio Doce teve importância decisiva na conquista do Espírito Santo e de Minas Gerais pelos conquistadores europeus.Pelo seu vale, no século XVIII penetraram sertanistas e exploradores como Sebastião Fernandes Tourinho, Antônio Dias de Oliveira e Borba Gato. No século XIX, foi a vez dos pesquisadores como o príncipe renano Maximilian von Wied-Neuwied, a princesa Teresa da Baviera, e Frederico Sellow, botânico que morreu afogado em suas águas.

RIO DOCE 2

Estes pesquisadores chegaram a manter contatos pacíficos com o chamados índios botocudos, deixando um vasto conhecimento sobre esses grupos nativos.

No século XX, o Vale do Rio Doce serviu de caminho para a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM ) que impulsionou o crescimento de diversas localidades e continua sendo uma das mais importantes via de transporte de minério entre os dois Estado,

MANTENÓPOLIS

Rio São José é um rio brasileiro do estado do Espírito Santo. É um afluente da margem esquerda do Rio Doce.

O rio São José apresenta 154 km de extensão e drena uma área de 2407 km². Sua nascente está localizada no município de Mantenópolis a uma altitude de 750 metros, junto à divisa com o estado de Minas Gerais. Em seu percurso, atravessa a zona urbana do município de Águia Branca. No município de Linhares, o rio São José desemboca na Lagoa Juparanã, a qual se comunica com o rio Doce pelo Rio Pequeno.

RIO SÃO JOSÉ - NASCENTE

Alguns trechos do rio São José servem de limite entre municípios. O trecho entre a foz do córrego São Francisco e a foz do rio Braço Sul separa os municípios de Águia Branca e São Gabriel da Palha. Da foz do rio Braço Sul à foz do córrego Dourado, o rio São José é o limite entre São Gabriel da Palha e Vila Valério. O trecho entre a foz do córrego Dourado e a foz do córrego Valério separa Vila Valério e São Domingos do Norte. O trecho da foz do córrego Valério à foz do córrego Lambari é o limite entre Vila Valério e Rio Bananal. A partir da foz do córrego Lambari até Lagoa Juparanã, o rio São José separa Rio Bananal e Sooretama.

Fonte: www.lestenorte.com.br