Por erro da polícia, homem fica preso 9 meses por engano

A história de Reginaldo Galdino Veronez mostra como as instituições são, muitas vezes, injustas, irresponsáveis e inconsequentes com o cidadão de bem. Em função de um erro de identificação, Veronez passou nove meses preso ilegalmente no Centro de Detenção Provisória de Colatina.

O drama de Veronez só foi abreviado graças a uma decisão do juiz da 1ª Vara Criminal de Colatina, Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, que concedeu habeas corpus à vítima de tamanho descalabro.

Para desfazer o erro da Polícia Civil, o juiz foi pessoalmente ao Centro de Detenção Provisória de Colatina ouvir a história da boca do próprio Veronez, que na verdade foi preso em lugar de Vanderlei Costa, que é réu em um processo de homicídio em Colatina, com mandado de prisão expedido.

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A história de Reginaldo Galdino Veronez foi descoberta pela Defensoria Pública em Colatina, que entrou em juízo com pedido de relaxamento da prisão, efetuada em 9 de outubro de 2011 pela Polícia Militar, quando foi identificado como Vanderlei Costa. Na ocasião da prisão, Reginaldo Veronez foi encaminhado à Delegacia de Polícia e autuado como Vanderlei Costa. Em seguida, o inocente foi detido no CDP de Colatina, onde permaneceu por longos nove meses. Segundo o juiz, em nenhum momento sua prisão foi comunicada à Justiça, como determina a lei.

“Resta esclarecer que, conforme deve ser de conhecimento do Defensor Público atuante nesta 1ª Vara, os processos envolvendo réus presos são monitorados através de livro próprio, não sendo chancelada por este Juízo qualquer prisão ilegal. Ademais, a própria existência de referido livro demonstra o zelo e cuidado dispensados aos réus”, disse o juiz.

O magistrado determinou, ainda, que cópias integrais dos autos fossem encaminhadas ao Ministério Público, “a fim de que tome ciência das ilegalidades aqui presentes e tome providências penais cabíveis”, bem como que fosse oficiada à Corregedoria da Polícia Civil para apuração dos fatos.