Polícia Civil divulga identidade do executor de ex-presidiário em Linhares

A Polícia Civil de Linhares identificou como Vítor o homem que executou com 12 tiros o ex-presidiário Mateus Ribeiros dos Santos, de 63 anos, dentro de uma mercearia no bairro Interlagos, em Linhares, na tarde da última quinta-feira.

Segundo o delegado Fabrício Lucindo Lima, titular do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ), o acusado – também conhecido como Vitinho – mora no mesmo bairro onde aconteceu o crime. Ontem, uma operação tentou prendê-lo, mas ele conseguiu fugir.

“Entretanto, temos informações de que ele permanece em Linhares ou esteja em algum município vizinho. A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal já estão avisadas e por conta da Operação Semana Santa, todo suspeito está sendo abordado”, informou Lucindo.

Ainda conforme o delegado, as investigações seguem duas linhas – crime de mando ou vingança. O ex-presidiário morto era a principal testemunha da morte do sindicalista Edson José dos Santos Barcelos, morto em 2010, no município de Conceição da Barra.

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O crime

Mateus Ribeiro dos Santos foi assassinado com 12 tiros dentro de uma mercearia no bairro Interlagos, em Linhares, no final da tarde da última quinta-feira (5), por volta de 16h30. A Polícia Civil divulgou ontem as imagens do circuito de videomonitoramento da mercearia.

As cenas mostram o momento em que Mateus é friamente assassinado. A vítima estava no caixa, quando o criminoso aparece com uma arma em punho e atira à queima-roupa.

Ferido, Mateus cai no chão da mercearia. Na sequência, o criminoso se aproxima com duas armas, uma em cada mão, e atira várias vezes na vítima. Após a execução, o assassino foge à pé pelas ruas do bairro. (As informações são de A Gazeta)

Saiba mais

Barcelos era secretário do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Conceição da Barra (Sindisbarra) e presidente do DEM no município. Ele foi encontrado morto no dia 6 de julho de 2010, com um tiro na testa, em uma plantação de eucalipto.

O prefeito de Conceição da Barra, Jorge Donati (PSDB), foi apontado como mandante do assassinato do sindicalista. Ele teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) no último 31 de janeiro sob a acusação de ameaçar testemunhas. Quinze dias depois, ele foi solto através de habeas corpus expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).