Pesquisa mostra que motoristas só deixariam de dirigir bêbados se fossem punidos

Maurílio Mendonça
A Gazeta

Até quem afirma dirigir depois de beber defende que o Estado deve aumentar a fiscalização de trânsito contra a embriaguez ao volante. Em uma pesquisa recente, feita pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), 75% dos entrevistados só parariam de dirigir sob o efeito do álcool se fossem flagrados e punidos.

Os 1,5 mil entrevistados assumem beber e dirigir, e ainda querem que haja mais fiscalizações no trânsito: 95% deles são favoráveis ao reforço das blitze, e quase 50% acreditam que os demais motoristas só parariam de conduzir estando embriagados se houvesse mais rigor na fiscalização atual.

“Isso prova que nossa decisão em buscar formas para os condutores não burlarem a lei e respeitarem o trânsito é a melhor opção, para agora”, alerta o secretário estadual de Transporte e Obras Públicas, Fábio Damasceno.

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O secretário se refere a decisão do governador Renato Casagrande em pedir que sejam buscadas, junto com a equipe da Procuradoria Geral do Rio de Janeiro, alternativas que levem o máximo de pessoas a realizarem o exame de bafômetro, quando abordadas nas ações.


“Quem se recusar a fazer o teste será punido administrativamente, como defende a legislação atual. Com isso ele paga multa de quase R$ 1 mil, perde sete pontos na carteira e tem a carteira e o veículo apreendidos”, explica o secretário Damasceno.

Segundo a pesquisa, 40% desses condutores foram abordados em alguma blitze da Lei Seca, dentro dos 12 meses anteriores ao dia da entrevista. Entre os abordados, 51% assumiram que fizeram o teste de bafômetro.

“Mesmo passando por uma blitze, eles mantém a decisão de que só parariam de beber e dirigir se fossem punidos com mais severidade. Temos que ampliar nosso leque de punições e buscar por melhorias legais para convecê-los a mudar de atitude, mesmo que a saída seja prendendo ou pesando no bolso”, frisa o secretário.