Panela brilhando pode ofuscar a sua saúde

Arear utensílio tira camada protetora e contamina o alimento

Dizem que panela velha é que faz comida boa. Na música, pode até ser verdade, mas na cozinha é preciso ficar atento: panelas malcuidadas e malconservadas podem liberar metais e contaminar os alimentos, levando à intoxicações, problemas estomacais, anemia e até expor as pessoas a substâncias cancerígenas.

Para evitar esse tipo de problema, é necessário, além de cuidar bem delas, escolher o material adequado para cada alimento e tipo de cozimento. As panelas de alumínio, por exemplo, muito utilizadas nos lares brasileiros, não são indicadas para cozimentos longos, pois liberam partículas do metal, que, se forem acumuladas no organismo, podem levar a quadros de demência e até mal de Alzheimer.

Além disso, quanto mais ácida ou líquida for a comida, mais alumínio ela irá receber da panela. Portanto, o utensílio deve ser utilizado, de preferência, para preparar alimentos secos, como farofas.

O gastrônomo Fernando Viana tem cuidados especiais com suas panelas. “O ideal é evitar areá-las. Com o uso, elas formam uma camada de óxido de alumínio, que protege o metal interno da panela. Se ela for areada, o alumínio fica vulnerável a ser transferido para o alimento”, explica Fernando.

As de material antiaderente podem ser usadas, mas com cautela. O recomendável é evitar seu uso para frituras em fogo muito alto. Durante esse processo, elas liberam uma fumaça tóxica, que causou câncer em testes feitos com cobaias, em laboratório.

Para quem busca segurança, com um custo acessível, a sugestão da professora do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal do Espírito Santo, Suzana Della Lucia, é optar por panelas de aço inoxidável. “Como o próprio nome diz, elas não oxidam e, por isso, não liberam substâncias tóxicas”, explica Suzana.

Os tipos de panelas e suas peculiaridades

Antiaderentes
Câncer
Se forem utilizadas no fogo muito alto, em frituras, por exemplo, as panelas antiaderentes podem liberar uma fumaça tóxica que, em testes feitos com cobaias, em laboratório, teve efeito cancerígeno. No entanto, esse
efeito ainda não foi comprovado em seres humanos

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Cobre
Contaminação
Apesar da tradição mineira de fazer doces e compotas nesse tipo de panela, no Brasil, elas só podem ser vendidas com uma camada protetora de titânio, para evitar contaminação. Em excesso, o cobre pode causar problemas no   estômago, intestino, rins e nas articulações. Em casos extremos, pode até levar ao câncer

Alumínio
Não arear

O acúmulo de alumínio está relacionado ao mal de Alzheimer. Por isso, recomenda-se não arear a panela para não retirar a camada de óxido de alumínio que fica no fundo após o cozimento. Ela ajuda a diminuir a transferência do metal para o alimento e, em consequência, para o organismo

Ferro
Faz bem

É comprovado por cientistas que a porção de ferro transferida pela panela à comida é benéfica à saúde. Segundo pesquisas, preparar um alimento por dia nesse tipo de panela, ajuda a suprir 20% da necessidade diária de ferro.
Ótima solução para prevenir as anemias

Inox
Segurança

É um dos modelos de panela mais seguros porque o material é inoxidável e, por isso, não libera metais  na comida. As panelas de inox também são indicadas para cozimentos mais demorados  e para armazenar os alimentos depois de prontos, na geladeira

Titânio
Modernas

Essas panelas são mais modernas e, por isso, os preços ainda são bem altos. Ao contrário dos outros metais, o titânio não contamina os alimentos, e as panelas desse material são mais resistentes. Assim como as de inox, as panelas de titânio podem ser utilizadas para guardar os alimentos depois de prontos