Pai de jovens mortas em acidente perdoa motorista, mas quer justiça

O julgamento do estudante de Direito Guilherme Tait Queiroz foi adiado, em audiência realizada na tarde desta segunda-feira (7), na 10ª Vara Criminal de Vitória. O estudante é processado por duplo homicídio culposo (sem intenção de matar), pelas mortes de duas irmãs em um acidente de trânsito ocorrido no dia 6 de novembro de 2010. Uma nova audiência será realizada no mês de dezembro, mas ainda não tem data definida, segundo o juiz Paulo Sérgio Bellucio.

O estudante de Direito dirigia um carro sob efeito de bebidas alcoólicas quando se envolveu em um acidente de trânsito. Dentro do automóvel estavam as jornalistas Joyce e Jamile Pernambuco de Paula, vítimas mortas na tragédia. O julgamento desta segunda foi adiado por acusa da ausência de duas testemunhas arroladas pela promotoria, ou seja, duas testemunhas de acusação. Os pais e familiares das jovens mortas saíram insatisfeitos do Fórum de Vitória.

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“Isso dá um sentimento de impunidade dentro da gente”, disse Isaías José de Paula, pai das vítimas. “Será que não existe autoridade para localizar uma pessoa. Tem gente que é localizada em outros países. Como é que não acham alguém aqui do lado?”, reclamou Jair Pernambuco, tio das jornalistas. As duas testemunhas são funcionários de uma boate onde o trio de amigos esteve antes do acidente. O acidente aconteceu no final da madrugada de um sábado. Guilherme dirigia um Fiesta vermelho, perdeu o controle da direção e bateu contra um poste na Avenida César Hilal, na Praia do Suá.

Nesta segunda-feira, o estudante foi ao fórum acompanhado pelo pai, o advogado Luiz Guilherme Queiroz. Ambos não quiseram dar entrevistas, mas Luiz Guilherme afirmou para nossa reportagem que o filho deve responder por seus atos. Antes do julgamento, e após um ano da tragédia, Guilherme finalmente se aproximou dos pais das vítimas e pediu perdão. “Primeiro ele se dirigiu para minha esposa e depois falou comigo. Nós o perdoamos, mas eu disse que ele não pode ficar isento da culpa. A Justiça tem de ser feita”, afirmou  Isaías José de Paula.

Antes da audiência desta segunda-feira, familiares e amigos das irmãs Joyce e Jamile fizeram uma manifestação silenciosa. Todos estavam trajados de camisas caracterizadas com os rostos das moças e utilizaram faixas com frases de desejo de justiça. O protesto ocorreu na entrada do Fórum de Vitória.