Outras cidades já baniram o uso de sacolas


Não houve surpresa para os consumidores da cidade de Marília (a 444 quilômetros de São Paulo) que fizeram compras ontem. Na cidade, as sacolinhas de plástico estão proibidas desde o dia 1º de janeiro em todos os estabelecimentos comerciais, não apenas nos supermercados. A determinação consta de uma lei aprovada no ano passado.

‘Houve alguma resistência no começo, mas em 15 dias a cidade já tinha se adaptado’, conta Gilson de Souza, encarregado de fiscalizar o cumprimento da lei pelo comércio. ‘Hoje apenas alguns pequenos comerciantes reclamam, as grandes lojas praticamente já se acostumaram. E os consumidores estão perfeitamente adaptados’, completa.

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Segundo Souza, a aceitação dos consumidores ocorreu devido a uma campanha de conscientização. ‘Estamos fazendo essa campanha desde a aprovação da lei, em meados do ano passado.’

O Departamento de Serviços Urbanos enviou cerca de 3 mil notificações para os comerciantes alertando sobre a possibilidade de serem multados por desrespeitar a lei. Na primeira autuação, a multa é de R$ 1 mil; na reincidência, chega a R$ 2 mil. Numa terceira, ele perde o alvará de funcionamento.

Outras cidades. Outro município pioneiro no banimento das sacolinhas é Jundiaí, a 60 quilômetros da capital. Em 2010, a prefeitura fez uma parceria com os donos de supermercados e grandes lojas, que passaram a oferecer caixas de papelão e sacolas oxibiodegradáveis, chamada de compostável, aos clientes.

Em Americana, a 127 quilômetros de São Paulo, uma lei municipal aprovada em maio do ano passado também baniu as sacolinhas de todos os estabelecimentos comerciais. A norma está suspensa por ter sido declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça, mas, mesmo assim, os supermercados deixaram de fornecer as sacolas gratuitamente.