Nove casos de malária foram registrados em Nova Venécia somente nos primeiros meses de 2012

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou, nesta sexta-feira (09), que há nove casos de malária em um assentamento na zona rural de Nova Venécia. Todos os pacientes já estão sendo tratados. As chances de propagação da doença são mínimas porque a localidade é isolada. Mesmo assim, uma série de ações coordenadas pela Sesa já estão em curso para garantir a assistência e a prevenção dos moradores da área.

Durante o final de semana, técnicos da Secretaria farão a coleta de sangue das cerca de 500 pessoas (90 famílias) que residem no local a fim de identificar possíveis novos casos ainda não manifestos. Além disso, um posto médico, dotado de medicamentos especializados, será instalado no assentamento para atender pessoas com suspeita da doença.

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A partir deste sábado (10), em toda a região do assentamento será feita a aspersão de inseticida para eliminar o mosquito transmissor da doença. Os trabalhos contam com o apoio dos municípios de Nova Venécia, São Gabriel da Palha, Barra de São Francisco, bem como da Superintendência Regional de Saúde de Colatina.

Malária

A doença é comum na região amazônica, com milhares de registros por ano. Nos últimos dois anos, a média de casos confirmados no Espírito Santo não passou de 70 (veja tabela abaixo), sendo a maioria advindos de pessoas que estiveram em locais endêmicos, na Região Norte do Brasil, principalmente Rondônia.

Pessoas que frequentaram ou moram em locais onde haja transmissão de malária nos últimos 30 dias e apresentarem sintomas como dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios, acompanhados por dor abdominal, dor nas costas, tontura, náuseas e vômitos devem procurar o serviço de saúde mais próximo da residência.

A malária é uma doença febril causada por um parasita do gênero Plasmodium. A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, que se infecta ao sugar o sangue de um doente.

Dados

2012 – 14 casos
2011 – 70 casos
2010 – 65 casos