Namoro à distancia pode ser melhor que relação tradicional

distanciaSabe aquela frase que o importa é a qualidade e não a quantidade? Pois bem, essa máxima vale para os relacionamentos amorosos. É o que sugere uma nova pesquisa feita pela Universidade da cidade de Hong Kong e  pelaUniversidade Cornell.

O trabalho demonstrou que o relacionamento a distância pode ser melhor do que o tradicional. É que os casais envolvidos nesse tipo de relação tendem a demonstrar mais afeição e intimidade do que os outros. Os pesquisadores acreditam que embora interajam menos ao longo do dia, casais que se relacionam a distância tendem a ter contatos mais significativos. Ou seja, pessoas envolvidas nesse tipo de relação são capazes de formar laços mais intensos e profundos do que se estivessem em um relacionamento geograficamente próximo.

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A pesquisa foi publicada na edição de junho do periódico Journal of Communication e os dados de amostragem envolvem  63 casais com idade média de 21 anos, dos quais metade se relacionava a distância. Os pesquisadores pediram para todos os casais heterossexuais mantivessem um diário sobre as interações com seus parceiros. Eles levaram em consideração diversos meios de comunicação, desde conversas frente a frente (no caso dos que não se relacionavam a distância) até pelo telefone, conversas em vídeo, mensagens de celular, internet e e-mail. Resultado: namorados que estão longe um do outro  tendem a revelar mais sobre si mesmos em cada conversa, e também a idealizar a reação de seus parceiros a tais revelações.

Os jovens unidos pelo coração e separados pela distancia também gastavam mais tempo em cada interação.  Nos Estados Unidos, estima-se que 3 milhões de casais vivam longe e 75% dos estudantes universitários afirmam já ter estado em um relacionamento a distância.

“As pessoas não precisam ser tão pessimistas sobre esses relacionamentos. Os casais nesta condição se esforçam mais em expressar afeição e intimidade, e seus esforços são recompensados”, afirma Crystal Jiang, uma das autoras do estudo e professora da Universidade da cidade de Hong Kong.