MPES deflagra Operação Társis

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo, por intermédio dos Promotores do Grupo Especial de Trabalho Investigativo – GETI e a Polícia Militar deflagram na manhã de hoje a denominada OPERAÇÃO TÁRSIS, destinada a desbaratar uma organização criminosa que domina o tráfico de drogas no bairro da Penha e Morro de São Benedito em Vitória-ES.
Após dois meses de investigação em que os integrantes da Polícia Militar que compõe a estrutura de inteligência do MPES e que funciona no GETI conseguiram mapear a atuação da quadrilha, são cumpridos 30 (trinta) mandados de busca e apreensão e 24 (vinte e quatro) mandados de prisão preventiva expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Vitória, privativa de tóxicos.
Entre os detidos, um policial militar flagrado negociando munições para abastecer traficantes e atuar em prol do grupo criminoso prendendo rivais dos investigados e um policial civil cuja atuação era mais sofisticada, no caso, auxiliava na lavagem de recursos oriundos da venda de drogas, pois trocava cheques para os traficantes, logrando com isso auferir elevados lucros com a compra de imóveis na região de Maruípe.
Também foi preso o cidadão ISMAEL CIRILO VIEIRA, funcionário da Prefeitura Municipal de Vitória que apesar de nomeado em cargo em comissão atuava no comando do tráfico de drogas. Destacam os Promotores do GETI que durante todo o tempo em que perduraram as investigações, ISMAEL ou “GORDINHO” como é conhecido no mundo do crime nunca foi visto trabalhando e agora investiga-se como se dava a fiscalização de sua atuação laboral junto a municipalidade.
A minudente análise levada a efeito com as ligações entre os criminoso permitiu ainda identificar que alguns indivíduos eram contratados por chefes do crime organizado que estão reclusos no sistema penitenciário para promoverem suas imagens junto a comunidade local, seja através da confecção de funk’s ou de vídeos postados na internet onde traficantes do jaez de JOÃOZINHO DA DOZE eram adorados como líderes, inclusive, crianças vestidas com uniformes de escolas públicas tomavam parte nos vídeos idolatrando os criminosos.
Os Promotores asseveram que graças a colaboração da Polícia Militar nas investigações, seja por intermédio da Assessoria Militar ao MPES ou da Diretoria de Inteligência Penitenciária, foi possível esclarecer que os criminosos não atuavam somente em apologia a crime ou a criminoso, mas recebiam dinheiro do tráfico para propagar a liderança dos chefes da organização criminosa que mesmo estando presos conseguiam controlar a venda de drogas e estabeleciam áreas territoriais de atuação, inclusive, famílias que se suspeitava colaborassem com a Polícia ou que não concordavam com às práticas criminosas eram expulsas de onde viviam sobre ameaças de morte.
O Ministério Público e à Polícia Militar pedem que a população denunciem outros envolvidos nos esquemas ilícitos, já que há a desconfiança da participação de outros agentes públicos que receberiam propina para facilitar o tráfico de drogas. O MPES não descarta a possibilidade de que novas prisões venham a ocorrer nos próximos dias.