Moradora de rua não resiste às queimaduras em 70% do corpo e morre

A barbaridade de um estudante de 16 anos de incendiar colchões de mendigos no bairro Aviso, em Linhares, teve um desfecho trágico. A moradora de rua Marinalva da Silva Alves, 56 anos, não resistiu às queimaduras em 70% do corpo e morreu no fim da noite desta sexta-feira (16) no Hospital Dório Silva, na Serra. O crime aconteceu na madrugada de quinta-feira. O suspeito chegou a ser detido, mas já está em liberdade.

Os familiares de Marinalva informaram que estavam a caminho de Vitória na manhã deste sábado (17) para fazer a liberação do corpo, que está no Departamento Médico Legal.

Conforme familiares, o corpo de Marinalva deve chegar a Linhares por volta das 14h. O velório vai acontecer no Complexo Esportivo do bairro Aviso. O enterro será às 16h deste sábado (17) no Cemitério São José, no bairro Interlagos.

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De acordo com o chefe do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares, delegado Fabrício Lucindo, vai ser pedido uma atestado ao DML com a causa da morte de Marinalva. “A partir de agora o caso vai mudar. O adolescente será acusado de homicídio qualificado, cometido por motivo fútil”, afirma.

Barbaridade

O crime aconteceu na madrugada de quinta-feira (15). O suspeito teria entrado em uma quadra abandonada fumando quando, sem motivos aparentes, aproximou-se e ateou fogo nos colchões de moradores de rua com um isqueiro.

No local havia pelo menos quatro pessoas. A maioria escapou, mas Marinalva da Silva Alves, 56, que estava sob efeito de bebidas alcoólicas, não conseguiu fugir e teve 70% do corpo queimado.

O estudante de 16 anos foi identificado e apreendido pela Polícia Civil poucas horas depois. Ele mora a cerca de 500 metros do local do crime. No entanto, cerca de seis horas depois de ser detido, o adolescente foi liberado para o Ministério Público e já está em casa. “A reintegração à família foi determinada diante da confirmação de domicílio fixo e comprovação de que o menor é estudante”, justifica o órgão judiciário.