Ministério Público notifica prefeito para que não sancione aumento do salário dos vereadores

O Ministério Público Estadual encaminhou uma notificação ao prefeito de São Mateus, Amadeu Boroto, com a recomendação de não sancionar o projeto que aumenta o salário dos vereadores do município em 86%. No documento, o promotor Edilson Tigre afirma que não há justificativa legal e moral para esse aumento e que os parlamentares não demonstram serviços que justifiquem receber a nova quantia. Ele ainda enfatiza que a conduta pode ser caracterizada como criminosa.

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O prefeito Amadeu Boroto foi procurado para falar sobre o assunto, mas não foi encontrado. A Assessoria de Comunicação da prefeitura informou que ele viajou e ainda não recebeu a notificação do Ministério Público.


O projeto foi votado na madrugada desta quarta-feira (21). Além de aumentarem os próprios salários de R$ 5,1 mil para R$ 9.490,00, os parlamentares aprovaram cota de combustível, compra de veículos para uso do Legislativo e a criação novos cargos de assessores em pleno ano de eleição.

A sessão de terça-feira teve início às 14 horas, mas o aumento do salário só aconteceu após a meia-noite, de acordo com funcionários do Legislativo. Nove dos 11 vereadores foram favoráveis. Apenas Wanderlei Segatini (PMDB) e o petista Eneias Zanelato se posicionaram contra o aumento que, segundo Zanelato, não foi uma atitude planejada. “Votaram sem haver discussão”, diz.

O presidente da Casa, Carlos Alberto Gomes Alves (PP), alega que o aumento do salário dos parlamentares em São Mateus é fruto de um efeito dominó, já que os vereadores têm o direito de receber 50% do que ganha um deputado. “Se está errado, tem que mudar a Constituição”, diz.