Ministério Público e Polícia Militar fazem operação para combater o tráfico em morros de Vitória

O tráfico de drogas que domina os Bairro da Penha e Morro de São Benedito, em Vitória, é alvo de uma operação do Grupo Especial de Trabalho Investigativo (Geti), do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), com o apoio da Polícia Militar, na manhã desta sexta-feira (16).  Sete pessoas já foram presas, entre elas um policial civil e um funcionário da Prefeitura de Vitória. Os detidos são levados para a sede do Geti, na Enseada do Suá.

A operação Társis cumpre 30 mandados de busca e apreensão e 24 de prisão preventiva expedidos pela 4ª Vara Criminal de Vitória. Entre os procurados está um policial militar. As investigações começaram há cerca de dois meses e foram realizadas por militares que compõem o grupo de inteligência do MPES. O Geti conseguiu mapear a atuação da quadrilha e como funcionava a organização criminosa.

De acordo com o Ministério Público, o militar foi flagrado vendendo munição para traficantes e prendendo rivais do grupo de criminosos. Já o policial civil atuava na lavagem de dinheiro da venda de drogas. Ele trocava cheques para os traficantes e com o dinheiro o grupo comprava imóveis na região de Maruípe.

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A participação do funcionário da Prefeitura de Vitória era de comandar o tráfico de drogas. Apesar de ser nomeado para exercer um cargo comissionado, ele nunca aparaceu para trabalhar no Executivo municipal. O Geti também investiga como se dava a fiscalização da frequência deste funcionário na prefeitura.

Funk

Durante as investigações Diretoria de Inteligência Penitenciária – que participou dos trabalhos -, o grupo de Joãozinho da Doze, que cumpre pena no sistema penitenciário, recrutava jovens, inclusive estudantes, para promover vídeos na internet em que traficantes são mostrados como ídolos. Nos vídeos, crianças com uniformes escolares aparecem “idolatrando os criminosos”.

Famílias ameaçadas

Ainda de acordo com as investigações nos presídios, foi descoberto que os bandidos, mesmo presos, conseguiam controlar a venda de drogas nos morros e estabeleciam áreas territoriais de atuação. O controle era tamanho que as famílias que colaborassem com a polícia ou que não concordassem com as práticas criminosas eram expulsas de suas casas e ameaçadas de morte.