MEC ‘reprova’ 38 instituições superiores no Espírito Santo

O Diário Oficial da União desta quinta-feira (17) traz uma lista com mais de 680 instituições de ensino superior de todo o Brasil que foram “reprovadas” pelo Índice Geral de Cursos (IGC), que leva em conta a nota dos alunos no Enade, a infraestrutura das faculdades e universidades e a qualide dos professores.

Foram avaliadas mais de 2.100 instituições. Segundo os critérios do MEC, o índice distribui notas de 1 a 5. São consideradas insatisfatórias as instituições que apresentam médias 1 e 2.  No Espírito Santo, 38 instituições tiveram notas inferiores a 2.

A única instituição com nota 5 no Estado, segundo a lista divulgada pelo MEC, foi a Fucape. Cinco instituições ficaram com nota 4 e outras 27 ficaram com média 3.

Dos 4.143 mil cursos avaliados em 2010 pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), 594 atingiram resultado insatisfatório, com nota 1 ou 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador que varia em uma escala de 1 a 5. Entre os cursos avaliados, 1.115 ficaram sem conceito porque não tinham um número mínimo de estudantes concluindo o curso.

Continua depois da Publicidade

Powered by WP Bannerize

Considerando apenas as graduações que obtiveram CPC, as com nota baixa representam 20% do total. Os cursos com CPC 4 ou 5 são considerado bons e os com nota 3, satisfatórios. Cerca de 80% tiveram resultado entre 3 e 5 e só 58 cursos podem ser considerados de excelência, com CPC máximo (5). O conceito leva em consideração, além dos resultados do Enade, a infraestrutura da escola, o corpo de professores e o projeto pedagógico.

O Ministério da Educação (MEC) vai cortar vagas de todos os cursos que obtiveram CPC 1 ou 2 em 2010 e que tenham registrado resultado insatisfatório em outros ciclos do Enade (2008 ou 2009). A previsão é que 50 mil vagas sejam cortadas em diferentes áreas até o fim de 2011. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes) baliza a expansão das vagas da educação superior no país porque prevê medidas de correção dos problemas para as instituições e cursos com baixos resultados.

“Para quem está fora dos parâmetros de qualidade, o Sinaes estabeleceu os termos que os trazem para a qualidade. Queremos que o sistema continue em expansão, mas com um freio naqueles cursos que estão com problema”, disse o ministro. Ele informou que cerca de 95% dos cursos de medicina que passaram pelo processo de supervisão do MEC por apresentar CPC instaisfatório em anos anteriores melhoraram o desempenho em 2010.

Entre os 19 cursos com CPC 1, quatro são ofertados por universidades estaduais e o restante, por instituições de ensino privadas. (Agência Brasil)