Mantenópolis – Denúncia anônima interrompe agressões entre marido e mulher, no Córrego do Manteninha.

No último sábado, 01/08/2015, por volta das 15:30 hs, o COPOM do 2 Pel/3cia/11BPM de Mantenópolis, em atendimento a um chamado anônimo ao 190, fazendo constar de que havia uma ocorrência de violência entre um casal, onde ambos estariam se agredindo mutuamente, a guarnição local dirigiu-se ao perímetro rural da Cabeceira do Córrego Manteninha para confirmar o objeto da denúncia anônima. Chegando ao local indicado pelo(a) denunciante, pôde confirmar o fato.  

Na abordagem, foram recebidos por D. Losiane Guilherme da Costa Oliveira, esposa do Sr. Dirlei Catalunha de Oliveira, relantando-lhes que seu companheiro estaria com visíveis sinais de embriagues, e que sem motivos deu início a uma discussão culminando das agressões verbais às físicas, causando-lhe escoriações nas costas, pescoço, cotovelo e face.

Um dos motivos presumíveis, segundo a vítima, é o de que seu marido havia, momentos antes do fato, separado uma briga, mas que ela havia entrado em discordância quanto à atitude dele. O sr Dirlei, segundo os policiais, também apresentava sinais de que havia sido agredido, provavelmente em função da tentativa de D. Losiane em se defender. Outras lesões foram constatadas nas regiões da perna e tórax de D. Losiane, justificado pelo seu marido que  isto se deve ao fato dela ter sofrido um acidente de bicicleta,  Face ao exposto, os policiais conduziram ambos ao posto de atendimento médico de Mantenópolis, onde receberam os atendimentos inerentes, dados pelo Dr. Westtencleves Tiago F. Almondes.

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Ante ao exposto, o policial, 2 Sgt. Anderson providenciou a detenção do agressor, sob condição da denunciante ter manifestado o direito à representação contra o seu companheiro, e conduzindo-o à autoridade para encaminhamento e desfecho de mais um caso de agressão contra a mulher por motivo torpe.

SE VOCÊ VER, OUVIR, OU FOR ATENDER A UM PEDIDO DE SOCORRO, LIGUE ANTES PARA O 180. A LIGAÇÃO PODE SER ANÔNIMA, E SER FEITA DE QUALQUER LUGAR DO BRASIL, E NÃO NECESSITA QUE SEU CELULAR TENHA CRÉDITO, E A LIGAÇÃO A PARTIR DE TELEFONES PÚBLICOS É GRATUITA, NÃO NECESSITANDO DE CARTÕES OU FICHAS.

Gráfico Balanço Ligue 180 relação entre vítima e agressor (SPM-PR)

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A casa como o lugar mais inseguro para a mulher

48% das mulheres agredidas declaram que a violência aconteceu em sua própria residência; no caso dos homens, apenas 14% foram agredidos no interior de suas casas (PNAD/IBGE, 2009).

3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos,aponta pesquisa realizada pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular (nov/2014).

56% dos homens admitem que já cometeram alguma dessas formas de agressão: xingou, empurrou, agrediu com palavras, deu tapa, deu soco, impediu de sair de casa, obrigou a fazer sexo. Saiba mais sobre as “Percepções do Homem sobre a Violência Contra a Mulher” (Data Popular/Instituto Avon 2013).

DADOS MUNDIAIS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.

Estudo multipaíses realizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre a saúde da mulher e violência doméstica contra as mulheres em 10 países, principalmente em desenvolvimento, constatou que, entre aquelas com idades entre 15 a 49 anos:

  • entre 15% das mulheres no Japão e 70% das mulheres na Etiópia e no Peru relataram violência física e /ou sexual por um parceiro íntimo;
  • entre 0,3% e 11,5% das mulheres relataram ter sofrido violência sexual por um homem que não o parceiro;
  • a primeira experiência sexual para muitas mulheres foi relatada como forçada – 24% na zona rural do Peru, 28% na Tanzânia, 30% na área rural de Bangladesh e 40% na África do Sul.