Maior chance do PT em 2012 será em Colatina, se Foletto não disputar

Mesmo tendo apenas seis das 78 prefeituras do Espírito Santo, o PT saiu da eleição de 2008 como o grande campeão daquele pleito, já que conquistou quatro grandes colégios eleitorais: Vitória, Cariacica, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina. Este ano, porém, embora pretenda disputar nos quatro municípios, a maior chance do partido está em Colatina, mas isso vai depender de um cenário favorável.

A expectativa é de que o partido consiga um acordo com o histórico aliado PSB, o que tiraria do páreo o deputado federal Paulo Foletto, considerado favorito para o próximo ano. Tudo indica que o PT vai conseguir realizar seu objetivo, já que os comentários no município são de que o socialista tende a não deixar a cadeira na Câmara dos Deputados para disputar a eleição na prefeitura de Colatina, deixando o caminho livre para Leonardo Deptulski tentar a reeleição.

É verdade que o PT tem chances em Vitória também, mas com uma pulverização do quadro político e a indefinição do ex-governador Paulo Hartung, a candidatura de Iriny Lopes terá um caminho mais longo para percorrer. Isso porque a eleição em Vitória está prevista para ser disputada em dois turnos, sendo que a segunda etapa é sempre imprevisível.

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Em Cachoeiro de Itapemirim, tudo indica que o atual prefeito Carlos Casteglione vai disputar a reeleição com o deputado Theodorico Ferraço (DEM), como aconteceu em 2008. Desta vez, porém, o demista se preparou e vem costurando um amplo leque de aliança para dar sustentação ao seu palanque e equilibrar a disputa com o petista.

Outro grande colégio eleitoral em que o PT terá dificuldade em permanecer à frente da prefeitura é Cariacica. O prefeito Helder Salomão não pode mais disputar e tenta viabilizar a candidatura da deputada estadual Lúcia Dornellas, o que não vem agradando os aliados.

No município, o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) tem uma vantagem significativa em relação ao PT e já tentou acordo com a situação, mas o prefeito insiste em manter a candidatura própria. Outro nome que também dificulta a vida do PT é o do vice-prefeito Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), que fará o papel de oposição ao prefeito.

Marcelo deve apresentar uma candidatura alternativa, sem radicalizar a disputa contra o prefeito, mas não deverá recuar em favor de um acordo com o PMDB. Mas, há possibilidade, ainda, de Marcelo Santos e Juninho chegarem a um acordo, o que praticamente inviabilizaria a eleição da petista.

Os outros dois municípios que o PT administra, Castelo e Mantenópolis, não haverá reeleição para os atuais prefeitos e também há dificuldade em encontrar sucessores do partido. Neste caso, não há prioridade do PT, que elegeu como foco, as cidades mais populosas.

fonte-seculodiario