Magno critica demissões no governo Dilma

Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br

A queda de ministros do governo Dilma Rousseff (PT) após acusações publicadas pela imprensa foi criticada pelo presidente regional do PR no Espírito Santo, senador Magno Malta. Um dos integrantes do partido, Alfredo Nascimento, perdeu o posto na pasta dos Transportes após revelações de suspeitas de corrupção e superfaturamento de obras.

Para Malta, a conduta do governo na ocasião foi equivocada. “O governo errou. Nenhum governante pode agir por causa de nota de jornal. Se começar a demitir por nota de jornal, daqui a pouco Brasília está vazia”, afirmou. Além de Nascimento, outros três ministros caíram após denúncias de irregularidades.

Apesar da avaliação, o senador reiterou o apoio do PR à presidente. “Eu disse que o apoio seria crítico, mas sair da base aliada seria irresponsabilidade”.

As declarações foram dadas minutos antes do início do encontro regional da sigla, realizado ontem em Vila Velha.

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Magno também falou sobre a tentativa do PSB, partido do governador Renato Casagrande, de filiar o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho (PTB). “O bem que nós e Paulo Hartung fizemos a ele (Casagrande) foi esquecido muito rápido. Mais rápido ainda foi esquecido o mal que os outros fizeram a ele”, disse.

O senador refere-se ao apoio do PR na eleição do governador e ao fato de Max Filho ter ficado em palanques opostos ao do socialista nos últimos pleitos.

No encontro, o prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga (PR), confirmou sua candidatura à reeleição.

Eleição em Vitória

Já o deputado estadual José Esmeraldo sugeriu a Malta que transfira o título de eleitor de Vila Velha para Vitória para disputar a Prefeitura da Capital. “Muita gente ficaria com a pulga atrás da orelha”, frisou. Malta considerou o conselho apenas como um elogio.

Baixas nos ministérios
Antonio Palocci (PT)
Caiu após a imprensa revelar que ele aumentou seu patrimônio em 20 vezes em quatro anos.

Alfredo Nascimento (PR)
Saiu depois de denúncias de corrupção e superfaturamento em obras do Dnit e da Valec (estatal de ferrovias). Órgãos ligados à pasta cobrariam propina a empreiteiras e consultorias.

Wagner Rossi (PMDB)
Fragilizado por acusações, deixou a pasta após admitir que usou avião de empresa com negócios no setor.

Pedro Novais (PMDB)
O último dos ministros a perder o cargo. Ele entregou a carta de demissão após revelações de que pagou governanta com dinheiro público e usou servidor como motorista particular.