Lideranças nacionais ficam longe da disputa eleitoral no Estado

O ninho tucano espera ansiosamente a vinda do senador Aécio Neves esta semana para reforçar a campanha dos candidatos do partido no Estado, sobretudo em Vitória e Vila Velha. Mas nos meios políticos, já estava sendo descartada. A demora de Aécio em vir ao Estado chamou a atenção para a ausência das lideranças nacionais na campanha dos capixabas.

Uma das mais sentidas está no palanque do PT. O partido governa a Capital e corre o risco de perdê-la, mesmo assim, o grupo não conseguiu, até agora, trazer as lideranças de maior peso para a campanha de Iriny Lopes. É verdade que mesmo no período pré-eleitoral, houve um desfile de ministros no Estado, mas as grandes lideranças ainda não desembarcaram na capital capixaba.
Um dos nomes aguardados pelos eleitores era o do ex-presidente Lula, houve uma expectativa de que ele viesse para reforçar a campanha dos petistas no Estado, mas o apoio de Lula ficou restrito à gravação de vídeos de apoios.
O presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire, também era aguardado para reforçar o palanque dos candidatos a prefeito do partido, principalmente o de Luciano Rezende, em Vitória, e do vice-prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho.
Mas próximo do pleito, ainda não há sinais de que ele desembarque no Estado. Até o deputado federal Tiririca (PR) pensou em desistir de aceitar o convite do senador Magno Malta para subir no palanque de Sérgio Vidigal (PDT), na Serra.
A falta de lideranças nacionais prejudica ainda mais o cenário eleitoral no Estado, que se resume à indecisão do eleitorado e na falta de atrativo para os candidatos buscarem os votos. Para alguns observadores, ao não trazerem suas estrelas, os candidatos evitam que os adversários também tragam os seus líderes nacionais. Mas a impressão geral, é que o Estado não está no mapa de importância das nacionais dos partidos.