Justiça decreta prisão preventiva de vereador de Aracruz

A Justiça determinou, nesta sexta-feira (16), a prisão preventiva do vereador de Aracruz Gil Furieri (PMDB). O parlamentar já está preso desde a última quinta-feira (15), acusado de participar de um esquema de fraude na contratação de uma empresa que presta serviços de informática à Câmara do município do Norte do Espírito Santo.

A prisão do vereador, que fora afastado do cargo na última quarta-feira (14), foi decretada em virtude de ameaças que testemunhas de um suposto esquema de corrupção na Câmara de Aracruz estariam sofrendo. Esse esquema, que teria Gil Furieri como seu grande mentor, incluiria a existência de funcionários fantasmas na Casa e a prática de “rachid”, quando parte do salário de servidores é retida.

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A Justiça entendeu que as ameaças sofridas pelas testemunhas podem atrapalhar o andamento das investigações. Uma delas garantiu, em depoimento, que Furieri e os demais envolvidos no suposto esquema de corrupção são capazes de matar para evitar que a fraude seja denunciada. Além das testemunhas, autoridades que participam das investigações de irregularidades na Câmara também estariam sendo intimidadas.

Além do vereador, foram presos na última quinta-feira a filha dele, Cíntia Furieri, a servidora responsável pelo setor de licitações da Câmara, Renata Tavares, e o sobrinho do atual prefeito da cidade Ademar Devens, Marcio Devens. Eles estariam envolvidos no esquema de favorecimento à empresa Speed TI – Consultoria, Desenvolvimento e Treinamento em sistema de informática LTDA, de propriedade de Cíntia. O contrato da Câmara de Aracruz com a empresa, que ainda está em vigor, foi firmado quando Gil Furieri era presidente da Casa.

O processo licitatório nº. 93/2009 tinha por objetos a prestação de serviços de manutenção, configuração e instalação de redes de computadores, manutenção e instalação de servidores, hospedagem dos sistemas web e atualização do website.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Aracruz, Leandro Barbosa, a concorrência para a contratação da empresa era um “certame de faz-de-conta” e que, na verdade, teria havido, nesse caso, a dispensa de licitação.