Julgamento do goleiro Bruno tem tumulto entre advogados

Com previsão de durar entre duas e três semanas, o julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de outros dois acusados pelo assassinato da ex-amante do jogador, Eliza Samudio, promete ser tumultuado. Antes mesmo do início da sessão na manhã desta segunda, já houve o primeiro início de confusão no plenário do Tribunal do Júri do Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Um dos advogados de Bruno, Rui Pimenta, e Ércio Quaresma, que chegou a defender o goleiro no início das investigações mas renunciou ao caso ao se internar para tratar uma dependência de crack e hoje defende o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, discutiram e chegaram a trocar empurrões por causa do local para se assentar durante o julgamento. “Não ponha a mão, não”, reagiu Pimenta, após Quaresma bater em seu ombro querendo se sentar no lugar ocupado pelo primeiro.

Após alguns minutos de discussão, os advogados entraram em acordo. “Fico feliz de não ter que intervir numa questão tão pequena”, observou a juíza Marixa Fabiane Lopes, que preside a sessão. Em seguida, porém, Quaresma começou a discutir com o escrivão e outros funcionários do fórum alegando que não há estrutura para a defesa de Bola – composta por seis pessoas – trabalhar.

O julgamento estava previsto para ser iniciado às 9h, mas, quase uma hora depois, a sessão ainda não havia começado. Além de Bruno e Bola, também vão ser julgados a partir de hoje o ex-braço direito do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, a ex-esposa do jogador, Dayane Rodrigues do Carmo, e outra ex-namorada do atleta, Fernanda Gomes de Castro. As duas também chegaram a ser presas, mas estavam aguardando o julgamento em liberdade.

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O goleiro Bruno Fernandes chegou pouco depois das 9h, no fórum de Contagem para o início do julgamento pelo sequestro e assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio, de 24 anos. Além de Bruno, também chegaram ao local sob forte escolta seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também acusados de envolvimento no assassinato.

Apesar de o julgamento ter previsão de começar apenas na manhã desta segunda-feira, 19, desde o domingo o entorno do fórum já estava cercado e o trânsito na porta do local, interditado. Por medida de segurança, o funcionamento no restante do fórum foi mantido, mas quem quiser ter acesso ao prédio deve apresentar documentos que justifiquem a presença no local, como intimações. Já o plenário do Tribunal do Júri, onde vai ocorrer o julgamento de Bruno e dos demais réus envolvidos no desaparecimento de Elisa, é restrito aos advogados do caso, à imprensa, aos familiares dos acusados e a poucas pessoas, principalmente estudantes de Direito, que conseguiram uma credencial.

A atual noiva de Bruno, a dentista Ingrid Calheiros, que mora no Rio de Janeiro, foi uma das pessoas que chegaram cedo ao fórum para acompanhar o julgamento, mas não quis falar sobre o caso. Também é aguardada a presença da mãe de Elisa, Sônia de Fátima Moura, que tem a guarda do bebê que a jovem teve com o goleiro, mas, a minutos do início da sessão, ela ainda não havia chegado ao plenário.

Também devem ser julgadas a partir de hoje a ex-mulher do jogador, Dayanne Rodrigues do Carmo, acusada de sequestro e cárcere privado do bebê de Elisa, e de uma ex-namorada do atleta, Fernanda Gomes de Castro, que vai responder pelo sequestro e cárcere privado da criança e da mãe. Além do sequestro e assassinato de Elisa, Bruno e Macarrão serão julgados também por cárcere privado e ocultação de cadáver da vítima. Esta última acusação também pesa sobre Bola.