Juiz precisa ter coração para julgar, diz desembargadora

Ao participar da solenidade de assinatura do termo de cooperação técnico-operação entre três Cortes para agilizar a transferência de recursos entre elas e dar celeridade ao pagamento de precatórios, a presidente do Tribunal Regional Federal (TRF)/2ª Região (RJ/ES), desembargadora Maria Helena Cisne, incentivou os magistrados a usarem o sentimento para decidir nos processos.

“Juiz precisa ter coração. Se fosse para agir como uma máquina, bastava programar os computadores e deixar que eles emitissem as sentenças. Temos o que a máquina não tem, que é a sensibilidade e jamais podemos perder isso na hora de resolver o problema dos outros. Nessa questões de precatórios, então, isso fica muito latente. Às vezes a questão já está sumulada e os órgãos públicos vão retardando o pagamento, trazendo dor para os credores”, disse a magistrada.

A posição manifestada pela presidente do TRF foi corroborada pelo juiz Luiz Eduardo Soares Fontenele, juiz auxiliar de precatórios do Tribunal Regional do Trabalho, que representou a presidente daquela Corte, desembargadora Cláudia Cardoso de Souza, que está de férias.

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“O aspecto humanista nos é muito caro na Justiça do Trabalho, porque os precatórios são créditos de salários, que dizem respeito à sobrevivência e subsistência do trabalhador. Esse termo de cooperação é um exemplo de onde se pode chegar pela atuação harmônica, um exemplo da boa prática para fortalecimento da gestão do Poder Judiciário na questão dos precatórios”, disse Luiz Eduardo. “Atuamos em prol dos jurisdicionados, garantindo-lhes os direitos fundamentais previstos na Constitutição”.

Para o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, o Poder Judiciário vai se consolidando cada vez mais como um poder a serviço da população. “Aproveito para registrar aqui a presença de sindicalistas e representantes da sociedade civil, nesse momento em que a Justiça abre suas portas para discutirmos juntos nossos problemas”, salientou.