Homem que estuprou e matou jovem é preso em Vitória e polícia suspeita que ele seja um serial killer

Um homem acusado de estuprar e matar uma jovem em abril do ano passado foi preso na manhã desta sexta-feira (23) em um morro de Vitória. Na delegacia, Neuberty Coutinho Gregorio disse que cometeu outros crimes. Até mesmo uma criança pode ter sido vítima do homem.

Onze meses após o assassinato, a mãe da vítima chorou muito durante a prisão do autor do crime. “Essa dor não vai passar nunca, mas é um alívio saber que ele está preso, saber que outras mães não vão passar pelo que eu estou passando. Pelo menos, não pela mão desse aí. Que a justiça seja feita. Minha filha não vai voltar, mas que ele pague pelo que fez”, disse Rosely Alves Rodrigues.

Edilene Alves Carvalho desapareceu no dia 20 de abril do ano passado. Ela tinha 20 anos quando foi estuprada e morta. O corpo da jovem foi encontrado no dia 1º de junho no bairro Guadalajara em Vila Velha. A Polícia Civil chegou até Neuberty Coutinho Gregorio após um rastreamento feito pela Divisao de Inteligência. A prisão ocorreu na residência do suspeito no Morro do Quadro, em Vitória.

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De acordo com o delegado Adroaldo Lopes, o acusado esganou a jovem e a estuprou quando ela desfaleceu. Em seguida, ele teria apertado o pescoço de Edilene por 30 minutos para que ela morresse. Neuberty confessou o crime e tentou explicar os motivos. “Foi porque eu fiquei com medo de ela me denunciar”, afirmou o acusado.

Com a prisão, Neuberty confessou novos crimes. “Para nossa surpresa, nós estamos nos deparando talvez, com um serial killer, tendo em vista que, nesse momento, prestando depoimento, ele já confessou, além desse crime, mais cinco estupros, além de ter molestado uma criança. Eu acredito que, com a veiculação da imagem desse indivíduo na imprensa, surgirão outras vítimas dele”, comentou Lopes.

A aparência de Neuberty mudou bastante. Na época do homicídio de Edilene, o acusado estava mais magro e com cavanhaque. Em outro documento, estava mais forte e careca. Ele contou porque resolveu mudar de fisionomia. “Porque eu sou da igreja e a aparência que eu estou, me espelhei na fisionomia de um pastor que eu admiro”, disse o suspeito.

Todos os crimes que Neuberty confessou serão identificados pelo delegado. Os relatos da forma como ele assassinou a jovem revoltou a delegado. “Ele narra a abordagem à vítima, como a levou para o local onde ela foi encontrada morta, narra toda a dinâmica que ele efetuou, a tortura psicológica, a tortura física e, para a nossa surpresa, esse safado fala que parou e não ejaculou na vítima porque lembrou dos dois filhos dele. Acho isso um absurdo, uma canalhice. Agora, ele relatou uma série de crimes em sequência. É inacreditável”, concluiu Adroaldo Lopes.