Hartung pode estar a um passo de migrar novamente de partido

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O governador Paulo Hartung é uma das lideranças no Estado que estaria de malas prontas, esperando a criação do PL. Convidado pelo articulador do novo partido, o ministro das Cidades Gilberto Kassab, o governador pode ir para a nova sigla para fugir do desgaste político do PMDB, em nível nacional.

O envolvimento do PMDB em escandalos em nível nacional, estaria levando o governador a repensar sua permanência na sigla. Antes do processo eleitoral, o mercado político chegou a cogitar a possibilidade de o governador estar negociando com o PDT, mas a movimentação não prosperou.

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A dificuldade nessa movimentação está no fato de que o senador Ricardo Ferraço, também PMDB, está na frente nesta fila, com o objetivo de comandar o novo partido no Espírito Santo. No PL, Ricardo Ferraço poderia construir seu palanque ao governo do Estado em 2018, independentemente dos movimentos do governador Paulo Hartung.
Caso confirme a filiação ao novo partido, quando for criado, será a quinta sigla pela qual Hartung passa ao longo de sua carreira política. Foi no PMDB, após a abertura política, que começou sua carreira. Passou também pelo PPS, PSDB e PSB. Depois disso, retornou ao PMDB. Seu perfil nunca foi partidário e muda de siglas de acordo com a conveniência política.
O Partido Liberal será a 33ª sigla brasileira e o pedido de criação deve ser protocolado no próximo mês e os partidários da “nova” sigla vêm colhendo assinaturas para o pedido de criação do PL. Mas o grupo já vem enfrentando problemas. Há um bombardeio de lideranças da oposição, sobretudo do DEM, que temem perder integrantes atraídos pelo novo partido, que terá perfil governista.
Os planos para o PL incluem a fusão ao Partido Social Democrático (PSD), ou a união dos dois em um único bloco de atuação no Congresso. Caso o PL seja criado e a fusão com PSD consolidada, o partido passaria a ter a segunda maior bancada da Câmara, superando a do PMDB, que é outro partido que tenta barrar o projeto de fusão de Kassab.
No Estado, o senador Ricardo Ferraço e o governador Paulo Hartung, que trabalharam na campanha do tucano Aécio Neves (PSDB), terão de mudar seus perfis. Hartung fez uma série de críticas ao governo federal na campanha e depois dela, mas agora busca aproximação com Brasília. Já o senador Ricardo Ferraço tentou emplacar uma candidatura dissidente ao Senado e ficou em situação complicada com o partido.