Gás de cozinha. Espírito Santo passa a exportar

Com a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, em Linhares, funcionando na capacidade plena – 18 milhões de metros cúbicos por dia, hoje está em cerca de 10 milhões –, o Espírito Santo passa à condição de exportador de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha.

Até o ano passado, o Estado era importador de GLP, hoje, a produção beira as 280 toneladas/dia de gás de cozinha, suficiente para suprir toda a necessidade capixaba. Com Cacimbas funcionando plenamente, essa produção chegará a 708 toneladas por dia já no mês de dezembro.

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Para o ano de 2013, a Petrobras prevê uma produção média diária de 656 toneladas. Todo o excedente, algo próximo a 380 toneladas por dia, será mandado para outros Estados por meio das distribuidoras de gás. Desta forma, o Espírito Santo passa a ser exportador de gás de cozinha, gerando Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços aqui dentro. Por ano, devem ser R$ 50 milhões só de ICMS.

“Esse aumento de produção se dará com o início da operação do Gasoduto Sul-Norte Capixaba, que levará o gás do pré-sal do Parque das Baleias, no Sul do Estado, para ser processado no terminal de Cacimbas, no Norte. O equipamento já está pronto e passa por testes, em novembro, no máximo em dezembro, começa a operar”, assinalou o gerente-geral da Petrobras no Estado, Luiz Robério Ramos.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, virá na terça-feira ao Estado inaugurar o Sul-Norte. O gasoduto, um investimento de US$ 700 milhões, tem cerca de 200 quilômetros e fica todo dentro do mar. Num primeiro momento, o sistema receberá o gás produzido pela FPSO Cidade de Anchieta. A produção de gás da plataforma P–58, que começa a operar em 2014, também vai toda pelo novo equipamento.

Exploração

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A Petrobras planeja perfurar 97 poços exploratórios no Espírito Santo até 2016. O número está no plano de negócios da companhia para o Estado. No mar, os novos poços exploratórios, 57 ao todo, concentrariam-se em Golfinho, Parque das Baleias e Parque dos Doces.

Em terra, a previsão é de que sejam furados 40 novos poços nos próximos quatro anos. Uma perspectiva boa, apesar da falta de leilões. Desde 2006 não há rodadas em terra. A Petrobras, que já teve 25 blocos exploratórios no Norte do Estado, hoje tem apenas dois.

A perfuração de blocos exploratórios é o início do processo que culmina na produção de óleo e gás. Se esse começo não for bem feito ou houver um hiato neste processo inicial, haverá queda de produção lá na frente.

O objetivo da Petrobras é chegar numa produção em terra de 20 mil barris por dia até 2016 (hoje está em 17 mil). Ao todo, a meta do plano de negócios é atingir 428 mil barris de óleo equivalente (óleo e gás), em 2015. Dentro da companhia, os funcionários tem com desafio bater nos 500 mil barris ao final de 2015.

Petrobras não inclui porto em plano

O porto de suprimentos da Petrobras em Ubu é a ausência mais sentida no plano de negócios 2012-2016 da companhia. Anunciado em julho para o Brasil todo, e agora em outubro no Estado, não há nenhuma menção sobre o terminal nos projetos que envolvem US$ 17,033 bilhões somente no Espírito Santo.

A companhia, embora tenha dado início às audiências públicas em abril deste – primeiro passo para o licenciamento ambiental –, parece ter engavetado o projeto do terminal que daria suprimento às plataformas fundeadas no Litoral Sul do Espírito Santo. Na ocasião, informação era de que o início das operações seria no segundo semestre de 2016, o que não deve mais acontecer.

O projeto prevê a construção de uma ilha de 43 mil metros quadrados para o pré-embarque marítimo. A ponte que ligará a retroárea terrestre a essa ilha terá 1.100 metros. Um investimento estimado em R$ 800 milhões.

 

Fonte: A Gazeta