Fumar, beber e comer em demasia põe em risco a capacidade masculina de ter filhos

Maus hábitos sociais como fumar, tomar bebidas alcóolicas e comer de forma inadequada podem comprometer a fertilidade masculina e por em risco planos futuros de constituir uma família, salienta o diz o médico especialista em Reprodução Humana, Edson Borges. “O impacto negativo do fumo, do álcool e da obesidade naqueles que estão querendo gerar um filho é muito grande. As centenas de substâncias presentes no cigarro e nas bebidas alcoólicas aumentam o estresse, empobrecendo a qualidade do esperma”.

Já a obesidade, além de representar um risco para a saúde em geral, aumenta as chances de o paciente ficar diabético. “Testes de DNA com espermatozoides de pacientes diabéticos demonstram maior quantidade de material defeituoso, podendo resultar em infertilidade masculina, problemas de gestação e abortos espontâneos, principalmente quando o paciente desconhece a doença”, diz o médico.

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O diabético costuma apresentar uma significativa redução no volume de sêmen. “Em cada seis casais com um dos cônjuges portador de diabetes tipo 2, pelo menos um precisa recorrer a uma clínica especializada em medicina reprodutiva para gerar um filho”.

Borges também chama atenção para um mau hábito que reduz as chances de uma fertilização assistida bem-sucedida: o elevado consumo de gordura e carne vermelha. “O consumo elevado, diário, de carne vermelha por adultos reduz as chances de gravidez principalmente por causa dos efeitos negativos que xenoestrogênios e esteróides anabolizantes – tóxicos sintéticos presentes em maior ou menor medida nas carnes industrializadas – desempenham no sistema reprodutor masculino”.

Na opinião do especialista, é fundamental o acompanhamento nutricional e emocional do casal assim que dá início a um tratamento de fertilização assistida. “Além de reorganizar os hábitos do paciente, é indicado o consumo de grãos e frutas para elevar a qualidade do esperma durante todas as fases do tratamento. Nossos resultados, inclusive, sugerem que não só o homem deve ser bem informado sobre os efeitos que os hábitos de vida desregrados exercem no sucesso do tratamento, como também sua companheira”.