Fraude em Presidente Kennedy: PMs presos poderão voltar ao trabalho na próxima semana

Cap. Mateus Garcia Pereira,
Corregedoria da PM:
“militares supostamente
envolvidos em fraudes
podem ser expulsos da
Corporação”

Os dois policiais militares detidos pela Polícia Federal na Operação Lee Oswald, nesta quinta-feira (20), em Presidente Kennedy, poderão voltar a exercer normalmente suas funções, caso a prisão temporária não seja prorrogada ou não haja determinação judicial para afastamento. Isso porque a Corregedoria da Polícia Militar só vai analisar a possibilidade de abertura de processo administrativo contra os militares após ter acesso a detalhes do processo.

Os documentos serão solicitados somente na segunda-feira (23), penúltimo dos cinco dias da prisão temporária. Apenas com a análise desses documentos serão abertos ou não processos administrativos disciplinares contra o capitão Fabrício da Silva Martins e contra o soldado Wallas Bueno da Silva.

Para o chefe da da seção de processos administrativos da Corregedoria da Polícia Militar, capitão Mateus Garcia Pereira, as informações divulgadas pela imprensa, a denúncia do MPES e a decisão do Tribunal de Justiça do Estado não são suficientes para que seja aberta uma investigação interna.

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“Tudo aquilo que temos é o que é de domínio público. Os detalhes, motivos e razões da prisões e o grau de participação de que cada um desses policiais militares teria são informações que ainda serão buscadas junto aos canais competentes”, disse.

O capitão diz ainda que tomar qualquer tipo de decisão contra os militares com base apenas nas informações divulgadas até então seria precipitado. Se houver apuração da Corregedoria e ela confirmar a participação dos militares no suposto esquema, eles podem ser expulsos da Polícia Militar.

A dupla está presa no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar acusada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) como fundamental à manutenção do esquema de fraudes em Presidente Kennedy. Eles seriam responsáveis por intimidar empresários honestos que quisessem participar das licitações e forçá-los a deixar as disputas. O capitão Fabrício é secretário municipal de segurança e chefe da Guarda Municipal de Presidente Kennedy.

Outra investigação

Na Polícia Militar desde a década de 90, o capitão Fabrício e o soldado Wallas já são investigados em um processo administrativo que está em tramitação. O capitão Mateus, policial da Corregedoria, porém, não revelou o que motivou a abertura da apuração, mas disse que trata-se de “procedimentos corriqueiros” e que “não há nenhuma relação com as denúncias do Minstério Público”.