Filha da capixaba de Alto Rio Novo morta no Caribe pede ajuda ao governo

natieli_400-225x300Não há previsão para a chegada do corpo da capixaba morta ao tentar ilegalmente entrar nos Estados Unidos . A família de Silvinha da Silva Braga, 45 anos, informou na última terça-feira (9) que pediu ajuda ao governo do Espírito Santo para enviar os documentos necessários para o Itamaraty, em Brasília, e auxiliar nos custos do traslado. O corpo de Silvinha foi liberado na sexta-feira (5). A assessoria de imprensa do governo do estado informou que abriu um processo para o traslado do corpo da vítima e também para o retorno do marido. Desde o acidente, a família tentava trazer o corpo da vítima para Alto Rio Novo, no interior do Espírito Santo, onde vai ser enterrado.

Silvinha e o marido estavam com cerca de 20 pessoas em um bote que virou na madrugada do dia 1º de julho, no Caribe. O Itamaraty informou que a vinda do corpo para o Brasil depende de trâmites burocráticos e que o órgão não é autorizado a dar informações pessoais das vítimas e que somente a família poderia falar sobre as liberações.

Continua depois da Publicidade

Powered by WP Bannerize

A filha do casal, Natieli Braga, de 21 anos, disse que o pai permanece na Guarda Costeira da Holanda em Saint Martin, território francês e holandês, no arquipélago das Caraíbas. “Tenho conseguido falar com o meu pai, que parece estar um pouco mais calmo. Ele disse que está bem. O medo dele era de vir embora sem que o corpo da minha mãe fosse trazido também, mas agora que ele sabe que estamos correndo atrás, está mais calmo. Não temos previsão da chegada dele nem do corpo da minha mãe, porque o governo informou que ainda está dando entrada nos documentos, então não podem me dar uma previsão”, falou.

A família tem uma loja de materiais de construção em Alto Rio Novo, Noroeste do estado. De acordo com Natieli, os pais saíram de lá no começo do mês passado e pretendiam ficar nos EUA por pelo menos três anos para trabalhar no exterior, juntar dinheiro e melhorar a condição financeira da família. “Eles iriam para trabalhar, ficariam na casa de uma tia minha que já mora nos Estados Unidos há alguns anos. Eles já fizeram isso antes, foram clandestinos, mas pelo México. Dessa vez foram por Bahamas, mas a gente não sabe de nada, qual o trajeto que eles fizeram, e nem com quem foram”, contou.