Fibria fecha o ano com produção de celulose maior do que em 2010

A produção do setor brasileiro de celulose e papel se manteve estável este ano em comparação a 2010. Dados divulgados, nesta quarta-feira (14), pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), que reúne as principais indústrias do setor, entre elas a Fibria, com sede em Aracruz, Espírito Santo, mostram que as empresas deverão fechar 2011 com uma produção total de 14,2 milhões de toneladas de celulose e 9,8 milhões de toneladas de papel.

Na Fibria, a perspectiva de fechamento da produção para este ano é de 2,315 milhões de toneladas de celulose. A produção de 2010 foi de 2,253 milhões de toneladas. O aumento, segundo a empresa, é devido à melhoria da eficiência operacional na fábrica.

A presidente executiva da Bracelpa, Elizabeth de Carvalhaes, considera a manutenção do nível de produção um resultado positivo, porque o setor cresceu e recuperou a receita em 2010. Segundo ela, não é possível fazer previsões de investimentos no curto prazo por conta da instabilidade da economia mundial.

A receita de exportação do setor deverá ser 6,4% maior em relação a 2010 e somará US$ 7,2 bilhões. O principal destino da celulose brasileira é a Europa, responsável por 46% da receita de exportação do produto. Para a presidente executiva da Bracelpa, o enfraquecimento da atividade econômica da Zona do Euro é desfavorável para o setor. “A Zona do Euro é o maior mercado comprador de celulose e essas oscilações financeiras são preocupantes. É fundamental que a Europa se estabilize”, disse.
Os outros principais destinos da celulose brasileira são a China, com 25% da receita de exportação, e a América do Norte, com 19%. A cautela nos investimentos também está ligada a esses importadores, pelas altas taxas de desemprego nos Estados Unidos e pelos impactos que a crise pode trazer à China.

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A perspectiva da Bracelpa para o médio e longo prazo é o investimento das empresas em tecnologias baseadas em estudos genéticos para expansão da base florestal. A expectativa é de que, até 2020, o setor dobre a área atual de florestas plantadas de 7 milhões de hectares para 14 milhões de hectares.

Espírito Santo

A presidente executiva da Bracelpa acredita que o Espírito Santo está investindo em infraestrutura e logística devido ao escoamento da produção de celulose da Bahia para exportação pelo território capixaba, além da própria produção do Estado.

Para eliminar gargalos que dificultam o crescimento do setor é preciso melhorar a infraestrutura e logística no Estado. De acordo com um estudo da associação, o Espírito Santo precisa de estudos de viabilidade para um novo porto para madeira e para alternativas a BR 101, além da adequação do calado dos portos Caravelas e Barra do Riacho.

Código Florestal

O setor de papel e celulose é a favor das mudanças do texto do Código Florestal aprovado pelo Senado, que está em análise na Câmara. Para a presidente executiva da Bracelpa, Elizabeth de Carvalhaes, o novo código equilibra o lado produtivo e de conservação, além de visar o desenvolvimento do país. “É um código moderno e de estímulo, que substitui as multas pelo incentivo econômico à preservação”, afirmou. Elisabeth ainda criticou a demora na votação do projeto, que pode ocorrer em março de 2012.