Febre do carrapato ataca no Rio Doce em Colatina, 19 casos já foram registrados

rio-doce1Dezenove casos suspeitos de febre maculosa transmitida pela picada do carrapato-estrela em função do grande número de capivaras no Rio Doce, principal hospedeiro do inseto levou a Secretaria de Saúde de Colatina a disparar nesta segunda-feira, 9 o alerta contra o mal que pode provocar a morte.
De agosto do ano passado até hoje a Vigilância Epidemiológica de Colatina confirmou duas mortes pela febre do carrapato. Outro caso ocorrido em julho deste ano de um homem de 55 anos que morreu após uma pescaria no Rio Doce está sendo investigada pela saúde pública estadual. Já os 19 casos suspeitos que deram entrada nas unidades de saúde foram encaminhados ao Hospital Sílvio Avidos e tratados como febre maculosa, porém os laudos médicos ainda não foram concluídos.

O secretário de Saúde de Colatina Valtemir Faroni explica que a estiagem a facilita a migração das capivaras de uma margem a outra do rio aumentando a infestação do carrapato e dificulta o trabalho de prevenção. “A febre maculosa tem cura desde que tratada a tempo. Quem esteve nos últimos dias em locais possam ter carrapato, como pastos, beira de rio e áreas com capivaras e estiver febril deve procurar uma das nossas 34 unidades de saúde”, disse Valtamir.

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Segundo o secretário Valtamir, o trabalho de prevenção a febre maculosa está sendo realizado em cooperação com a Regional da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em Colatina que abrange 18 municípios do Noroeste do Estado.

O risco de contrair a doença aumenta nesta época do ano devido ao ciclo biológico de reprodução do carrapato, explica o médico veterinário Augusto Vago, 55 anos da Vigilância Ambiental de Colatina. Segundo ele, o carrapato-estrela precisa ficar aderido entre 4h a 8h ao corpo para inocular a infecção causada pela bactéria Rickettsia rickettsii.

“É um inseto muito pequeno. Muitas vezes a pessoa nem percebe que está sendo picado. A orientação é vistorias o corpo a cada três horas caso tenha que freqüentar as áreas de risco”, disse o veterinário.

A coordenadora da Vigilância em Saúde de Colatina Késia Margoto as áreas de risco estão sendo mapeada, aliada a ações de combate e prevenção estão sendo feitos visando evitar ao avanço da doença. “No caso de aparecimento da febre após visitas em áreas rurais é recomendado procurar um médico e relatar o possível contato com carrapatos”, disse Késia.