Estado vai recorrer da decisão de reintegrar delegada

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) deve recorrer da decisão judicial que determinou a reintegração da delegada Maria de Fátima de Oliveira Gomes Lima, que conseguiu liminar invalidando a demissão dela. Segundo o delegado Joel Lyrio Júnior, chefe de Polícia Civil, a decisão judicial causou surpresa na instituição.

Ele afirma que pode haver um equívoco de interpretação da lei que levou à demissão da delegada. Joel Lyrio afirmou que foram encaminhadas à PGE informações sobre o processo da demissão de Maria de Fátima. A delegada volta a receber salário normalmente.

Maria de Fátima está lotada no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Colatina, mas nunca cumpriu as atribuições naquela delegacia por ter apresentado atestado médico alegando problemas de saúde. “Ela pode até apresentar outra licença médica. Esperamos que isso não ocorra. Se a decisão  é pela volta dela aos quadros da polícia, que seja para trabalhar. Assim como qualquer trabalhador, se ela não apresentar uma justificativa para as faltas, caso isso ocorra, terá os dias cortados”, disse Joel Lyrio.

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Maria de Fátima de Oliveira Gomes foi demitida nos quadros da Polícia Civil em março deste ano. Ela é acusada de abuso de autoridade ao prender, em fevereiro de 2010, quatro atendentes de uma loja de roupas em Vila Velha, após tentar trocar uma peça de roupa e não conseguir. As mulheres chegaram a ser encaminhadas para o extinto Presídio Feminino de Tucum, em Cariacica, onde passaram cerca de 12 horas.

As funcionárias da loja alegaram que a peça de roupa levada pela delegada para troca não atendia aos quesitos necessários. Estava sem etiqueta e nota fiscal. Além disso, já havia vencido o prazo máximo previsto para a troca, que é de 30 dias. O short havia sido comprado há pelo menos dois meses. Depois de discutir com uma atendente e com a supervisora dela, a delegada teria dado voz de prisão às funcionárias.