Estado garante R$ 3 bilhões para executar grandes obras

Mais dinheiro para construção de escolas técnicas estaduais, investimentos em saneamento na Grande Vitória e no interior, aportes em fundo de inovação, reforço no parque logístico capixaba – inclusive a 4ª Ponte –, pagamento de dívida estadual e crédito para municípios que sofrerão com a crise econômica em 2013. Essas são algumas das ações imediatas, com meta de execução até 2015, que o governo do Espírito Santo inicia a partir de amanhã, quando assinará dois contratos de financiamento que totalizam R$ 3,4 bilhões.

Os contratos serão firmados no Palácio Anchieta pelo governador Renato Casagrande e os presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda. Os R$ 3 bilhões do BNDES se referem à compensação ao Espírito Santo feita pelo governo federal pelo fim do sistema ICMS/Fundap. Outros R$ 415 milhões são a fatia do Estado no pacote de R$ 20 bilhões criado pela presidente Dilma Rousseff (PT) para os Estados investirem em infraestrutura.

Os R$ 3 bilhões do BNDES serão totalmente aplicados no Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado, o Proedes, agora coordenado pelo vice-governador Givaldo Vieira (PT). “Vamos investir na construção de escolas técnicas estaduais e empreendimentos estratégicos nas áreas de indústria, infraestrutura e logística. O objetivo é agregar desenvolvimento de longo prazo”, afirma o secretário estadual de Projetos Especiais, José Eduardo Azevedo.

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Haverá também uma linha de financiamento aos municípios nos próximos dois anos, para recompor perdas de arrecadação. No campo da logística, terão prioridades obras como o Contorno do Mestre Álvaro (Serra), melhoria do acesso ao cais de Capuaba e construção da Quarta Ponte. “Queremos emplacá-las no PAC federal e que, se nele contempladas, terão nesse financiamento a contrapartida do governo estadual”, explica.

Já o contrato com a Caixa vai aplicar os recursos até 2015 em obras já em andamento ou em fase de licitação em várias áreas do governo, de Saúde a Cultura.

Mesmo que o Estado tenha que pagar pelo empréstimo, Azevedo destaca que o montante imprime fôlego aos investimentos públicos estadual e municipais. “As linhas têm condições bastante favoráveis diante dos efeitos locais da crise econômica externa. São aportes para uma fase de transição pós-Fundap”.

Givaldo também ressalta a alavanca no caixa do Estado para ações estratégicas. “Esse volume, somado aos investimentos anuais do Estado acima de R$ 1 bilhão por ano, vão potencializar nosso crescimento em logística, inovação e educação. A ideia é preparar o Estado para o futuro”.