Espírito Santo pode ser o décimo Estado afetado pela greve dos caminhoneiros

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O Espírito Santo também irá sofrer com a greve dos caminhoneiros. A manifestação deve começar ainda na noite desta terça-feira (24) e o protesto pode comprometer o abastecimento de produtos – principalmente os de hortifruti – nos supermercados de todo o Estado.
Essa pode ser a segunda paralisação dos profissionais capixabas em menos de um mês. Há duas semanas, os caminhoneiros interditaram o Km 427 da BR-101, em Atílio Vivácqua, no Sul do Estado.
Para impedir que outros trechos da BR-101 sejam interrompidos, a Justiça Federal proibiu que a categoria realize bloqueios. Caso a decisão seja descumprida, a multa é de R$ 1 milhão por hora. Segundo o vice-presidente da Associação dos Caminhoneiros Autônomos do Espírito Santo (Acap), Bira Nobre Carlos, mais de 500 profissionais devem cruzar os braços. Eles protestam contra a alta do preço dos combustível.
“Estamos entrando em reunião agora para apenas definir os pontos (de paralisação). A previsão é que a paralisação ocorra a partir de meia noite em Venda Nova do Imigrante e no trevo da BR 262, em Viana”, disse o representante da Acap.
Ainda de acordo com o vice-presidente, caso a paralisação seja longa e os produtos – principalmente os de hortifruti – estiverem na iminência de estragar, os caminhoneiros irão doá-los. “Os produtos que corram risco de estragar, os motoristas vão distribuir para a população”, afirmou Bira, que também explicou que veículos de passeio, emergência e caminhões que continham cargas vivas, ração ou leite não serão impedidos de trafegar.
Greve pode afetar supermercados
O superintendente da Associação Capixaba dos Supermercados (Acaps), Hélio Hoffmann Schneider, afirma que o consumidor capixaba pode ser prejudicado com a paralisação dos caminhoneiros. “Você imagina o seguinte: se tivermos uma paralisação nas imediações da capital, a gente pode ter problemas, principalmente com os produtos de hortifruti que vêm das regiões montanhosas”.
“Dependendo do tempo que as vias ficarem obstruídas, outros produtos que vêm do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais podem ter problemas”, complementou Schneider.
Até agora, caminhoneiros de nove Estados brasileiros ocupam parcialmente trechos de rodovias. Os atos começaram na quarta-feira passada (18), no Paraná e em Santa Catarina. No domingo (22), Mato Grosso e Rio Grande do Sul também foram afetados. Já nesta segunda (23), as manifestações se estenderam as rodovias de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Entre as reivindicações estão a diminuição do valor do combustível, e a criação de uma tabela nacional única de preços do frete, baseada no quilômetro rodado. Apenas veículos de passeio, emergência e caminhões que continham cargas vivas, ração ou leite eram liberados.