Entidades manifestam apoio à Justiça capixaba

Lideranças da entidade civil organizaram, na tarde desta sexta-feira (20), um ato público de apoio ao Poder Judiciário do Espírito Santo. A manifestação ocorreu uma semana depois da criação do Fórum Permanente de Discussão Justiça e Sociedade, que reúne representantes das igrejas, associações de classe, sindicatos, conselhos de direitos humanos, líderes comunitários, Ordem dos Advogados do Brasil, dentre outros.

Desde o início da manhã, faixas e cartazes foram colocados na portaria central do Palácio Desembargador Renato de Mattos, retratando a luta das entidades em favor do fim da impunidade.
“Nossa luta, pelo fim da impunidade, é a mesma dos senhores desembargadores do Tribunal de Justiça. Estamos trazendo neste momento nosso apoio ao Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo”, disse Sandra Cassaro, filha do ex-prefeito de São Gabriel da Palha, Anastácio Cassaro, assassinado há 25 anos.

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Presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Flávio Serri, em seu  discurso,  ressaltou a determinação dos desembargadores que compõem o Egrégio Tribunal de Justiça:
“Queremos parabenizar o Poder Judiciário pela atitude corajosa que ele toma, que enobrece este Tribunal”.
Os demais dirigentes de entidades ressaltaram a importância assumida pelo Poder Judiciário capixaba, que, ao criar o Fórum Permanente de Discussão Justiça e Sociedade, tomou a decisão de, em conjunto com a sociedade, implementar ações conjuntas visando aperfeiçoar a prestação jurisdicional e garantir os direitos da população nos próximos anos.

Pesquisa

A movimentação da sociedade civil organizada na sede do Tribunal de Justiça nesta sexta-feira (20), para dar apoio aos magistrados, aconteceu justamente no momento em que uma pesquisa feita pelo Instituto Flexconsult e divulgada em parceria com a Rede Vitória revelou que o índice de reprovação do Tribunal de Justiça caiu nos três primeiros meses deste ano em relação ao levantamento feito no final do ano passado.

Dados da pesquisa apontam que em dezembro de 2011, o percentual de reprovação do Judiciário capixaba era de 21,2% e agora caiu para 16,8%. O de aprovação, que anteriormente era de 22,8%, agora ficou praticamente estável com 22,4% e dentro da margem de erro que é de 4,3%.