É Natal! Lojistas prometem segurar os preços

Lúcia Garcia
lgarcia@redegazeta.com.br

Apesar da oscilação do dólar nos últimos dias, o Natal não será da crise neste ano. Isto significa que consumidores podem ir às compras em busca de produtos importados, porque esses “mimos” não sofrerão reajustes de preços. É o que garantem representantes dos lojistas e comerciantes.

O varejo não alterou seus planos para o Natal porque os produtos natalinos já foram comprados, antes da alta da moeda americana. O cenário externo preocupa empresários do setor, mas o mercado de trabalho está aquecido no Espírito Santo. Além disso, o consumidor capixaba ainda passa por um processo de recuperação de renda.

Por isso, o Papai Noel deverá ser generoso, na avaliação do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Espírito Santo, Marcelo Salles Barbosa.

“Muitos produtos já foram negociados, inclusive estão chegando no final de outubro, e não vão sofrer a influência da alta do dólar. Nossa expectativa é de vender entre 5% e 6% a mais do que em 2010”, assinalou.

Concorrência

Além do aumento do poder de compra do capixaba, Barbosa destaca que a concorrência não vai deixar o valor dos produtos natalinos importados subirem. Ou seja, indústria e comércio vão acabar absorvendo alguma alteração de preços que poderia ocorrer em certos produtos mais sensíveis à oscilação do dólar, como eletroeletrônicos que possuem componentes importados.

“Farão isso para terem um bom faturamento no final do ano. Não vamos sentir efeito desta onda (crise). O Natal está garantido”, reafirmou o presidente da federação.

Comerciantes também esperam um Natal sem crise. O presidente da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio), José Lino Sepulcri, trabalha com uma taxa de crescimento de vendas em torno de 6% e 7%.

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Ele ponderou que, com certeza, as oscilações de câmbio sempre preocupam. Mesmo assim, a expectativa é de muito otimismo, porque a maioria das empresas já fez as compras de Natal.

“Todo e qualquer planejamento de estoque para o final de ano é feito com antecedência. Enquanto o dólar ficar em até R$ 1,80, eu acredito que as vendas não serão afetadas”, garantiu.

Porém, mesmo com o estímulo do “dólar velho” e o otimismo de lojistas e comerciantes, vale o alerta para prática do consumo consciente. Ou seja, evite fazer pagamentos a perder de vista – aquelas famosas prestações que comprometem o orçamento familiar.

Vale lembrar das dívidas fixas de início de ano: IPTU, rematrícula, compra de material escolar, entre outros compromissos.

Supermercados vão acompanhar câmbio

Comerciantes e lojistas já fizeram compras de Natal. Mas supermercadistas não. Dessa forma, ainda não é possível afirmar se o preço dos produtos natalinos nas gondôlas vai sofrer reajuste, devido à alta do dólar. Mas se a moeda americana ficar em até R$ 1,70, não há previsão de aumento.

Superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider disse que nos supermercados as compras de Natal são feitas no início de outubro. Sendo assim, empresários continuam acompanhando a evolução da moeda americana.

Ele frisou que, neste ano, o dólar está flutuando muito, diferentemente de ocasiões anteriores, quando passava por um grande período de aceleração e depois voltava a desvalorizar.

“Esta é a grande dificuldade para fechar as compras. Mas acredito que se o dólar ficar na média de
R$ 1,70, o preço da cesta natalina não vai sofrer impacto para o consumidor final”, previu.

Ele destacou que a situação dos supermercadistas é urgente devido ao pouco tempo para o Natal. As transações de importação demoram cerca de dois meses. Dessa forma, o setor tem só esta semana que se inicia para acompanhar a evolução do câmbio.