Dor no estômago por estresse aumenta entre adolescentes

Lorena Fafá
lcarvalho@redegazeta.com.br

Dores no estômago, náuseas, vômitos, sensação de empanzinamento e saciedade precoce. Os sintomas são típicos da dispepsia funcional, distúrbio no aparelho digestivo que atinge cada vez mais jovens e adolescentes. As causas, segundo especialistas, podem estar associadas ao estresse, mal que atinge as pessoas em todas as idades.

A administradora Layla Mota Marchesi, de 23 anos, sofre com o problema desde os 16, quando começou a estudar para o vestibular. Ela conta que, logo quando percebeu que as dores persistiam, procurou um médico. “Ele me pediu para fazer uma endoscopia e detectou uma leve gastrite”, diz Layla.

Layla começou a utilizar medicamentos e a controlar a alimentação, mas relata que as dores voltam sempre em momentos de muito estresse, quando o volume de atividades é muito grande.

A gastroenterologista e professora de clínica médica da Emescam,

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Ana Paula Hammer, explica que a dispepsia funcional nem sempre ocorre devido a uma gastrite, como no caso de Layla. Ela pode ser apenas um reflexo das emoções.

Em algumas pessoas, o estresse se manifesta em forma de manchas na pele, quedas de cabelo, dores de cabeça ou prisão de ventre. Há, porém, outras que têm uma hipersensibilidade no estômago, órgão que acaba se tornando o foco do problema sempre que ela passar por momentos de tensão.

Tratamento

Segundo Ana Paula Hammer, o tratamento da dispepsia funcional é feito por meio de medicamentos que melhoram a dor e a acidez estomacal e aumentam o esvaziamento do estômago.

“Nós avaliamos a resposta do tratamento e, se necessário, podemos associar antidepressivos, ou tratamentos psicológicos”, diz a médica.

Uma alimentação equilibrada é essencial para garantir uma vida saudável e um bem-estar duradouro, especialmente entre as pessoas que sofrem de problemas gástricos, como a dispepsia funcional. O organismo desses indivíduos muitas vezes tem sensibilidade a determinados alimentos, como comidas gordurosas e ácidas. “A orientação é que o paciente evite os alimentos que ele já sabe que lhe fazem mal” diz a gastroenterologista, Ana Paula Hammer.