Direito Homoafetivo padece de respeito e tolerância, diz juíza

“Devemos ser indivíduos fraternos, que aceitam o outro como ele é, ainda que não seja igual a nós. É importante que os valores de respeito e tolerância sejam mais exercitados, pois só assim teremos uma sociedade democrática e igualitária”. Assim pensa a juíza Ana Maria Gonçalves Louzada, que fará a palestra “Poder Judiciário e a Garantia dos Direitos Homoafetivos”, às 14 horas de terça-feira (6), no Seminário Internacional Justiça e Direitos Humanos.

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Ana Maria Gonçalves Louzada é juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), titular da 1ª Vara de Família, Órfãos e Sucessões de Sobrainho, especialista em Direito Processual Civil, professora da pós-graduação em Direito de Família da Atame Cursos, professora do Instituto de Direito Público (IDP) e presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família do DF (Ibdfam/DF).

A magistrada, que já tomava decisões contundentes no âmbito do Direito Homoafetivo antes mesmo que o Supremo Tribunal Federal (STF) apaziguasse o tema, considera que as principais demandas no Judiciário, em relação a esse grupo, dizem respeito a questão de sexualidade e preconceito e critica a inércia do Poder Legislativo. “É um silêncio cruel em nome de uma hipócrita moralidade”, disse ela.