Depois das chuvas, cidades estão isoladas

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Dezenas de comunidades e até cidades estão isoladas após a semana de fortes chuvas que atingem todo o Estado. Além das inundações, dos deslizamentos e quedas de barreiras, muitas estradas e pontes foram destruídas. Três pessoas morreram, 40 municípios foram afetados – 22 deles decretaram emergência ou calamidade – e quase 20 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

Em decorrência da gravidade da situação, o ministro de Integração Nacional, Francisco Teixeira , e o subchefe de Articulação da Casa Civil, Luiz Antônio Padilha, chegam ao Estado hoje. Vão se reunir com o governador Renato Casagrande para discutir o tipo de ajuda que será oferecida pelo governo federal.

 Em várias comunidades, a água ainda cobre muitas casas. É o caso do distrito de Ponte do Pancas, em Colatina, onde quase 20 famílias estão abrigadas na casa de vizinhos. Em outros municípios, como em Barra de São Francisco, também há bairros em que o socorro ainda não conseguiu chegar. Lá, até o prefeito, Luciano Pereira, teve a casa invadida pela água.

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Situação semelhante é vivida ainda pelas populações de Vargem Alta, Nova Venécia, Laranja da Terra, Rio Bananal e Pancas. O acesso a muitas dessas localidades está prejudicado e estradas estão interrompidas.

Na Grande Vitória a situação mais crítica é a de Viana, seguida de Vila Velha e Cariacica. Nestas cidades, os rios transbordaram e há vários bairros inundados. A Capital também está sendo castigada pelas fortes chuvas.

Em todo o Estado, são centenas de quilômetros de estradas que foram danificados, segundo informações do Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER). Os estragos são maiores nas regiões Norte e Noroeste, onde se concentra a grande maioria das cidades atingidas pelas chuvas.

Os casos mais graves foram registrados em Pancas, onde um trecho da ES 341 foi levado pela água, interrompendo a rodovia. Na Serra, uma cratera interditou por completo a ES 010, em Jacaraípe. A previsão é de que serão necessários dois meses para a recuperação da estrada.

Segundo o Climatempo, o Estado está passado por um dos meses de dezembro mais chuvosos de sua história. Até ontem já tinha chovido 450 milímetros, mais do que o dobro da média prevista para o mês, que era de 195 milímetros. E a previsão é de que chova mais 200 milímetros até o dia de Natal.