Defensor público preso acusado de extorquir prefeito de Baixo Guandú

O defensor público Vladimir Polízio Júnior, 41 anos foi preso no final da tarde de sexta feira, 30/11, em Colatina acusado de extorquir R$ 50 mil do prefeito de Baixo Guandu Lastênio Cardoso (PSDB) para não levar adiante uma série de ações civis públicas contra o município.

O flagrante foi realizado nas imediações da Praça Municipal de Colatina, no momento o defensor recebia R$ 10 mil em dinheiro dentro do carro do prefeito Lastênio que combinou com ele de pagar a quantia em cinco vezes.

Na hora que saiu do carro com o dinheiro nos bolsos, Valdemir foi abordado por policiais militares do serviço de inteligência com apoio do Grupo de Apoio Operacional (Gao). A polícia fotografou o encontro e deu voz de prisão a Vladimir.

Segundo o prefeito Lastênio Cardoso há cerca de três meses a administração vinha sendo alvo de ataques pessoais pela imprensa e ações civis instauradas por Vladimir. “Até que no começo da semana passada pediu R$ 50 mil para dar um basta nos processo e precisava do dinheiro para quitar dívidas. Comuniquei ao Ministério Público que articulou o flagrante”, disse Lastênio.

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O promotor criminal de Baixo Guandu Jonaci Herédia disse que as notas de R$ 100,00 encontradas em poder do defensor foram xerocadas, além de gravações que revelam detalhes da negociação. “É lamentável que fatos como esse aconteçam, agora que a defensoria pode impetrar ação civil público e instrumentos como esses usados para auferir vantagem pessoal”, disse Jonaci.

De acordo com o delegado Isaac Emmanuel Gagno, do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Colatina “as provas são substanciais e concretas para indiciar o defensor pelo crime de extorsão”. O depoimento foi acompanhado pelo defensor geral do Espírito Santo.

Outro Lado

O Vladmir Polízio Júnior disse que a Defensoria Pública de Baixo Guandu foi a que mais instaurou ações civis públicas que resultaram na reintegração de funcionários e que sua prisão ‘ não passa de armação e fruto de retaliação contra o seu trabalho de defensor público. Ele justifica que as notas marcadas encontradas em seu poder eram parte de um acordo para não entrar com uma ação de danos morais contra Lastênio Cardoso. “O prefeito me atacou em um programa de rádio e disse que me pagaria para não propor ação de danos contra ele”, revelou. Ele atuava na Defensoria há cerca de um ano.