Decretada a prisão de Norma Ayub

O desembargador Ronaldo Gonçalves, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), relator do processo que apura os desdobramentos da Operação Derrama, determinou no final da noite de ontem, às 23h30, a prisão de mais cinco suspeitos de fraudes em prefeituras capixabas em cobrança de impostos a grandes empresas.

Norma Ayub (DEM), ex-prefeita de Itapemirim e esposa do deputado Theodorico Ferraço (DEM); Alcino Cardoso, também ex-prefeito da cidade; Valter Potratz, ex-prefeito de Piúma; além de Paulo José Azevedo Branco, ex-procurador-geral de Itapemirim; e Eder Botelho da Fonseca, que seria ligado a uma prefeitura no Sul do Estado, tiveram a prisão decretada ontem.

Além disso, o desembargador decidiu que todos os outros sete ex-prefeitos presos na terça-feira na Operação Derrama continuem na cadeia.

As defesas desses sete políticos haviam pedido a revogação da prisão temporária, mas Gonçalves decretou que a temporária, com prazo de cinco dias, passe para a prisão preventiva, sem prazo definido.

Além disso, o desembargador decidiu que todos os 12 advogados presos sejam retirados das celas do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar e passem para a prisão domiciliar.

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Os advogados dos investigados fizeram plantão ontem o dia inteiro no Tribunal aguardando decisão e havia a expectativa de que Gonçalves revogaria as prisões, o que não aconteceu.

O juiz Marcelo Loureiro, da Vara de Central de Inquéritos de Vitória, remeteu na última quinta-feira a ação ao Tribunal de Justiça porque deputados e prefeitos apareceram nas investigações e têm foro privilegiado. Ontem foi decretado o fim do sigilo do caso.

Vão continuar na cadeia os ex-prefeitos Guerino Zanon (PMDB), de Linhares; Ananias Vieira (ex-PSDB), de Marataízes; Edson Magalhães (ex-PPS), Guarapari; Edival Petri (PMDB) e Moacyr Carone, de Anchieta; Ademar Devens (PMDB) e Cacá Gonçalves (PSDB), ambos de Aracruz.

Itapemirim pagou R$ 2,5 milhões à CMS

A Prefeitura de Itapemirim teve contratos assinados durante a gestão Norma Ayub (DEM) com a empresa CSM, investigada na Operação Derrama.

Segundo a assessoria da prefeitura, até o momento se apurou que foram pagos à empresa, entre 2007 e 2012, R$ 2,5 milhões. Só em 2012, a administração Norma – mulher do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), investigado no caso – pagou R$ 1 milhão.
“A gestão atual informa que atuará em consonância com todos os órgãos fiscalizadores e contribuirá com qualquer solicitação advinda dos órgãos de fiscalização e controle. Todos os atos, contratos e convênios serão disponibilizados ao contribuinte tão logo os processos sejam instruídos e finalizados”, diz a prefeitura em nota.