Corpo de agricultor morto por quadrilha do Rio de Janeiro é desenterrado em Itapemirim

Foi desenterrado na localidade de Pontal de Itaoca, no município de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, o corpo do ex-presidiário Gelivon Pereira de Souza, de 28 anos, que teria sido morto pela quadrilha liderada pelo bandido carioca conhecido como “Waguinho”, preso pelo Nurocc no início de novembro depois que sua quadrilha foi detida em Marataízes.

O corpo foi desenterrado por uma equipe de policiais do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc), da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), comandada pelo delegado Ícaro Ruginski.

O corpo de Gelivon Pereira de Souza foi localizado em Pontal de Itaoca, no município de Itapemirim. O delegado Ícaro Ruginski garantiu que foi decretada a prisão preventiva de todos os envolvidos pela 1ª Vara Criminal de Cachoeiro de Itapemirim em função das provas materiais e testemunhais que irão levar a quadrilha a julgamento, sobretudo agora com a localização do corpo de Gelivon e os laudos técnicos que serão realizados.

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Na ocasião da prisão de “Waguinho” e seus comparsas foi apreendido o veículo com marcas de sangue, que teria sido usado para transporte do corpo até Pontal de Itaoca, e que foi desenterrado nesta quinta-feira.

Investigação

Após oito meses de investigações, policiais do Nurocc prenderam em Marataízes e Cachoeiro de Itapemirim, no dia 27 de outubro, cinco pessoas acusadas de integrar a quadrilha que seria responsável por crimes de homicídios, adulteração de veículos, tráfico de drogas e de armas, extorsão, falsificação de documentos públicos, fraude na compra e venda de terrenos, dentre outros ilícitos. O chefe da organização criminosa, conhecido como “Waguinho”, conseguiu escapar da operação policial, mas acabou preso em Marataízes no dia 3 de novembro. Ele chegou a integrar a Polícia Militar do Rio, de onde teria sido expulso há cerca de 10 anos.

Gelivon Pereira de Souza saiu do presídio no Dia dos Pais e não retornou, tendo sido visto pela última vez no mês de setembro, depois de ter vendido parte das terras de sua família para “Waguinho”. Como o ex-policial carioca não conseguiu tomar posse da área pelo fato da família não ter concordado com a venda, recusando-se a fazer a transferência da propriedade, acredita-se que “Waguinho” teria decidido eliminar o vendedor que já havia recebido dinheiro pelos terrenos.