Chuvas no Estado: reconstrução vai levar pelo menos 1 ano

Depois da tragédia causada pelas fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo nos últimos dias, causando 24 mortes e deixando mais de 60 mil pessoas desabrigadas e desalojadas, o Estado vai precisar de pelo menos um ano para ter suas estradas parcialmente reconstruídas.

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Só em trechos estaduais, o governador Renato Casagrande estima que devam ser aplicados, R$ 150 milhões, no mínimo. Mas a verdadeira dimensão do desastre provocado pela chuva que atingiu fortemente 54 municípios, em níveis que a fizeram ser classificada pela Nasa – agência do governo americano – como a maior do planeta, só será conhecida na próxima semana.

“Teremos um valor, mas ele ainda será subestimado, porque tantas casas terão que ser reconstruídas, tanta estrada, tanta ponte, tanto buraco que surge em estradas mais antigas. Tudo isso vai compor um investimento muito grande. Mas a base da nossa infraestrutura se mantém”, diz Renato Casagrande.

Os R$ 150 milhões estimados pelo governador, como ele faz questão de ressaltar, não incluem as necessidades de reconstrução em trechos de vias vicinais do Programa Caminhos do Campo, além da construção de pontes, habitações e contenções de encostas.

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“Em 2014 vamos ter que fazer o trabalho normal, já previsto, e executar um ouro, paralelo, para a reconstrução”, diz Casagrande, garantindo que projetos como a reativação do Sistema Aquaviário e a implantação do BRT – sigla em inglês para transporte rápido por ônibus – ambos na Grande Vitória, por exemplo, serão mantidos, assim como outros projetos em rodovias, a maioria com investimentos oriundos de financiamento.

Tempestade

250 milímetros era o valor da média histórica da chuva no Espírito Santo, em dezembro, até 2012. 825 milímetros foi o maior volume de chuva que caiu no Estado neste mês, e que atingiu Rio Bananal.

Percentual

De acordo com o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, a malha rodoviária estadual tem 6 mil quilômetros (3,5 mil pavimentados e 2,5 mil sem pavimentação), e cerca de 40% sofrem com queda de barreiras, buracos e rompimento de pistas, as mais graves em Jacaraípe, na Serra, e em Pancas.

Damasceno admite, em relação aos grandes projetos, um possível reflexo no cronograma de execução, “já que um desastre deste tamanho não estava na previsão do governo”. E ele faz questão de informar que unidades de saúde, prontos-atendimentos e escolas afetadas pelas enchentes terão suas reformas e reconstruções priorizadas pela administração estadual.

Já o secretário de Estado da Agricultura, Ênio Bergoli, estima que 40% dos 50 km de estradas vicinais apresentam danos, e que quase 40% da área agrícola foram afetados, com enormes prejuízos de produtores que perderam equipamentos e lavouras inteiras.