Capixaba é preso por falsidade ideológica por causa de erro na certidão de nascimento

Um erro cometido por um cartório provocou a prisão de um homem de 27 anos. Alexandro da Silva Carreira é morador de Vila Velha, foi acusado de falsidade ideológica e está detido no Presídio de Guarapari há três meses.

De acordo com a família, a confusão começou quando o rapaz foi levado para um orfanato aos dois anos de idade. Ele permaneceu no lar até os 16 anos. Segundo a advogada da família, um erro na documentação feita pelo cartório na época, acabou dando uma nova identidade a Alexandro, sem ele saber.

Na certidão de nascimento conta o nome Alexandro da Silva Carreira, mas ele e a família só descobriram isso há pouco tempo. Antes, todos acreditavam que o rapaz se chama Alex Ferreira.

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“O extravio do documento de cartório levou o Alex à prisão. São duas pessoas com nomes parecidos, mas não chega a ser um homônimo porque um é Ferreira e o outro é Carreira. Quando ele saiu do orfanato, foi providenciado documento para ele pela própria Justiça. Foram buscar a certidão dele em Colatina, onde ele nasceu”, explicou a advogada Tânia Pires.

Por causa desse equívoco, Alexandro foi preso por falsidade ideológica. Ele está detido desde abril deste ano e cumpre pena no presídio de Guarapari. A esposa de Alex está desesperada.

“É uma grande confusão da Justiça. Eles deveriam fazer as coisas direito. Ele é um ser humano, não é um cachorro para eles fazerem isso com ele. Está difícil. Meu filho era muito apegado a ele. Quando ele chegava do serviço, a primeira coisa que fazia era brincar com ele. No começo, meu filho ficou muito doente. Era ele que me ajudava em tudo e nunca deixou faltar nada para a gente”, contou Gislandra Toledo.

A advogada já entrou com um pedido da revogação da prisão em caráter de urgência. “Na segunda-feira mesmo, eu pedi a revogação da prisão. O juiz se manifestou e o processo foi para o Ministério Público. Liguei para Baixo Guandu ontem e o promotor disse que hoje a tarde vai devolver o processo para o cartório. O juiz disse que tinha que haver o parecer do promotor e que não podia soltar sem o parecer ministerial”, disse Tânia.