Caixa anuncia nova redução nos juros

A Caixa Econômica Federal anunciou que reduzirá, pela segunda vez, as taxas de juros de crédito para pessoa física e jurídica – o primeiro corte ocorreu no dia 9 de abril. Nesta quinta-feira (19), o Banco do Brasil também informou que reduziu, também pela segunda vez, os juros cobrados de consumidores e empresas.

A instituição, em nota, disse que as novas taxas acompanham a decisão do Copom de reduzir a Selic e passam a vigorar a partir da próxima segunda-feira (23). Na última reunião do comitê, foi anunciada a redução da taxa de juros para 9%.

De acordo com a Caixa, o corte atinge as taxas mínimas e máximas para o empréstimo consignado – aposentados INSS, e as taxas mínimas para financiamento de veículos e Crédito Pessoal – CDC Salário.

A taxa do consignado para aposentados do INSS, que já havia sido cortada no último dia 9, cai para uma faixa entre 0,75% ao mês (mínima) e 1,77% ao mês (máxima). Hoje, está entre 0,84% e 1,80% ao mês. A taxa mínima do CDC salário cai de 2,39% para 1,80% ao mês. No financiamento de veículos, a mínima recuou de 0,98% para 0,89%.

Em nota, a Caixa diz que as novas taxas acompanham a decisão do Copom de reduzir a taxa Selic. “Com as novas reduções, a Caixa reafirma seu posicionamento de oferecer as melhores taxas de mercado e facilitar o acesso ao crédito a todos os cidadãos brasileiros”, diz o banco em nota.

Para as empresas, haverá redução das taxas de novos produtos. O banco destaca as operações de Capital de Giro parcelado – Crédito Especial Empresa com garantia do FGO – Fundo Garantidor de Operações. Os juros vão variar de 1,29% ao mês a 2,05% ao mês. Na operação de antecipação de recebíveis imobiliários – Construgiro, voltada às empresas de construção civil, as taxas terão uma mínima de 0,97% ao mês e máxima, de 1,46% ao mês (acrescidas da Taxa Referencial).

Agências abertas mais cedo

A grande procura pelas novas condições de crédito fez com que a Caixa mudasse o horário de atendimento das agências. A partir de segunda e até 11 de maio, as unidades do banco em todo o país vão abrir uma hora mais cedo.

A ideia é atender ao crescimento da demanda por novos empréstimos e a renegociação de dívidas permitidas pelo programa Caixa Melhor Crédito, lançado na semana passada.

No dia 12 de maio, num sábado, algumas agências vão funcionar para dar orientações aos clientes, explicar sobre como evitar o endividamento, como funciona o mercados financeiro, de crédito, a aplicação de juros e a cobrança de tarifas bancárias.

A partir de segunda, algumas agências abrem às 10 horas e outras às 11 horas. Apesar da antecipação da abertura, as unidades continuarão a fechar às 16 horas.

Nos sete dias seguintes ao comunicado das novas medidas, a Caixa registrou 17% de aumento no volume da concessão de crédito para pessoas físicas. Para as empresas, o volume de liberação de novos empréstimos cresceu 9%.

Além de pessoas físicas e pequenas e médias empresas, o Caixa Melhor Crédito também ampliou os benefícios aos clientes, para que possam trocar empréstimos caros por outros, com taxas mais baixas e prazos mais longos.

Segundo o vice-presidente de Atendimento e Negócios da Caixa, José Henrique Marques da Cruz, “o banco está mobilizado e não medirá esforços para proporcionar aos seus clientes, atuais e futuros, o melhor conjunto de medidas, independente do relacionamento bancário. Estamos disponíveis para orientar, simular, comparar, possibilitando a melhor decisão para o cliente”.

O Banco do Brasil disse que ainda não vai ampliar o horário de atendimento apesar do aumento da procura pelos empréstimos e a portabilidade de crédito.

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Já o diretor Comercial do Banestes, José Antônio Bof Buffon, afirmou que o banco tem condições de atender a demanda. “O Banestes acompanha diariamente a estratégia de atendimento nas suas agências. Se a procura for acima do normal em alguma unidade, o banco remaneja empregados para suprir o atendimento”.

BNDES não vai reduzir taxas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não planeja reduzir a TJLP (taxa de juros cobrada pela instituição) nesse momento. A informação foi dada pelo presidente Luciano Coutinho, ao explicar que essa redução só poderá ser feita com uma inflação mais baixa.

“Somente quando a taxa de inflação estiver abaixo de 4% é que o banco poderá pensar em analisar uma redução de sua taxa”, disse Coutinho.

Atualmente, a TJLP é de 6% ao ano, e para o seu cálculo é considerada a projeção da inflação futura mais o chamado Risco Brasil.

BB anuncia nova redução das taxas

O Banco do Brasil anunciou na tarde de ontem nova redução dos juros de empréstimos para pessoas físicas e empresas, um dia depois de a taxa básica de juros da economia, a Selic, ser reduzida para 9,00% ao ano. As novas taxas entram em vigor a partir de segunda-feira, dia 23.

No comunicado, o banco só divulgou reduções nas taxas mínimas de juros, que não beneficiam a maioria dos clientes. A taxa mínima de juro do crédito consignado foi reduzida de 0,85% ao mês para 0,79% ao mês. O cheque especial teve a taxa mínima reduzida de 0,99% ao mês para 0,95% ao mês. Já o crédito automático teve a taxa reduzida de 1,97% ao mês para 1,38% ao mês.

Essa foi a segunda redução do juros do Banco do Brasil neste mês. Na semana passada, o BB já havia feito um corte nas taxas, antecipando uma queda realizada em seguida pela Caixa. Logo depois, HSBC, Santander, Bradesco e Itaú também anunciaram redução de algumas taxas na hora de conceder crédito ao consumidor.

Os cortes foram prececedidos de pressão da presidente Dilma Roussef para que os bancos cobrassem juros menores. Em tese, quando cai a taxa básica de juros da economia, a Selic, diminui o custo de captação de recursos para os bancos, o que favorece às instituições financeiras emprestar dinheiro com juros menores.

Em comunicado, o BB informou que as novas reduções de juros “refletem a alteração da Selic, anunciada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), além de novas reduções que buscam manter as taxas do Banco do Brasil entre as menores do sistema financeiro”.

Na quarta-feira, o BB anunciou que os desembolsos feitos após o lançamento do programa de redução das taxas aumentaram 45%, se comparadas as médias de desembolsos registradas por dia em março com as desta semana.

Taxas de juros do BB

Fundos DI menos atraentes

O corte da taxa básica de juros tornou os fundos DI (pós-fixados) ainda menos atraentes para o investidor. Com a Selic a 9% ao ano, a remuneração da caderneta de poupança já empata ou ganha dos fundos DI (pós-fixados) com taxa de administração de 1,4% ou mais, segundo simulação feita no site comdinheiro.com.br.

A estimativa considera que o investidor vai sacar seus recursos após 365 dias de aplicação, quando terá que pagar alíquota de 17,5% de Imposto de Renda sobre a remuneração do período. No nível anterior da Selic, isso só ocorria para os fundos com taxa de administração de 2,1% ou mais.