Bolsa capixaba quer tirar 44 mil famílias da extrema pobreza até 2014

O ‘Bolsa Capixaba’, um programa assistencial, que também tem o objetivo de oportunizar o direito a serviços básicos oferecidos pelo poder público, como saúde, educação, habitação e outros, tem como meta principal tirar 44 mil famílias da extrema pobreza – que vivem com renda familiar de até R$ 70,00 mensais- até o final de governo. Dados do Censo 2010/IBGE mostram que 144 mil capixabas vivem na miséria. Eles estão espalhados em todo o Estado e a maioria, segundo o governo, se encontra na Grande Vitória.

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O caminho para mudar essa realidade e alcançar a meta de Estado é por meio do ‘Bolsa Capixaba, frisa o governador Renato Casagrande (PSB). “Nós vamos fazer um contrato de emancipação social e financeira com essas famílias. Por um período elas irão receber uma colaboração, uma transferência de renda, no valor de R$ 50,00. Estaremos transferindo recursos aos municípios para que as administrações das cidades onde essas pessoas estão possam contratar equipes com assistentes sociais, psicólogos, auxiliares administrativos, e vários outros, para que essas famílias possam possam ter a orientação de desfrutar dos benefícios os quais elas têm direito. Existem muitas oportunidades e alternativas que atualmente  não são aproveitadas por essas famílias”, explicou.

O ‘Bolsa Capixaba’ foi lançado nesta terça-feira (20), no salão São Tiago, no Palácio Anchieta. A assistência mensal de R$ 50,00 será repassada diretamente às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais, por meio do Cartão Magnético ofertado pelo Programa Bolsa Família, disponibilizado pela Caixa Econômica Federal. Em 2012, no primeiro semestre, 11 mil famílias serão beneficiadas, de acordo com o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Coelho.

O evento contou com a presença da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Teresa Campello, além de secretários de governo. O governo estima que muitas, ou quase todas as famílias que hoje estão dentro dos 4,1% da população capixaba apontados pelo Censo 2010 como extremamente pobres, estejam socialmente e financeiramente emancipadas até o final de 2014.